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Sejudh promove campanha pela Visibilidade Trans

O último domingo (29) marcou o Dia da Visibilidade Trans, mas as comemorações articuladas pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará (Sejudh) continuam. Na noite de segunda-feira (30), o Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais

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O último domingo (29) marcou o Dia da Visibilidade Trans, mas as comemorações articuladas pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará (Sejudh) continuam. Na noite de segunda-feira (30), o Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta), acompanhado por profissionais da Sejudh, foram às ruas da Região Metropolitana de Belém.

Com o objetivo de promover ações acerca da diversidade, cidadania e do respeito aos transexuais e travestis, a caravana percorreu os pontos de prostituição frequentados por estes segmentos para elaborar um diagnóstico que incluiu cadastro de contatos, identificação de necessidades e registro de denúncias.

Pelo seu caráter facilitador no que diz respeito à acessibilidade aos serviços prestados pela Sejudh, a caravana foi bem recebida pelo grupo. “Trabalho na rua há oito anos e essa é a primeira vez que uma ação desse tipo chega até nós. Nosso dia a dia aqui é muito difícil, sofremos com todo tipo de discriminação e agressão. Certa vez atiraram uma garrafa que atingiu o rosto de uma amiga. Eles não entendem que o que queremos é apenas respeito, nada mais”, desabafou a travesti Camila Ferraz.

“Hoje os travestis e transexuais são as maiores vitimas de homofobia e a diretriz da atual administração é combater intensivamente essa prática”, ressalta o coordenador estadual de Livre Orientação Sexual, Samuel Sardinha. A representante do Gretta, Liah Corrêa, reitera que este público – entre os vários segmentos que lutam pela diversidade sexual – é o que mais sofre discriminação, por conta da identidade de gênero. Além disso, muitas delas sofrem com o bullying transfóbico nas escolas, desagregação familiar e baixa autoestima, que acabam por empurrá-las para esses 'guetos', onde elas encontram acolhida. Pelas dificuldades de aceitabilidade, muitas dessas pessoas não têm oportunidade sequer de um emprego”, explica.

A mobilização do grupo prossegue com ações de cidadania. De 6 a 29 de fevereiro será realizada a “Ação Cidadã Trans”, com emissão de RG, CPF, Carteira de Trabalho e atendimentos médico, jurídico e psicossocial a travestis e transexuais. Neste período haverá também mostra de vídeos e outras atividades. Para a programação, foram convidados membros do Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Maiores informações sobre a mobilização em defesa da Visibilidade Trans na Coordenação Estadual de Livre Orientação Sexual (Clos), pelo fone (91) 4009-2747/ 8248-6167. (Agência Pará)

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