Muitas brincadeiras, animação e muitos sorrisos, assim foi a I Gincana Cultural e Educativa do Centro de Terapia Renal Substitutiva Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia do Pará nesta quarta-feira, 1º. O evento, que aconteceu pela manhã e à tarde, teve como objetivo minimizar o sofrimento de crianças em tratamento de hemodiálise e, ao mesmo tempo levar, de forma lúdica, a sensibilização e educação para os cuidados com a saúde e o meio ambiente.
Fernanda Lobato, terapeuta ocupacional, destaca que a atividade está inserida na programação anual e cultural do centro. “Tentamos resgatar o caráter educativo e cultural focando o meio ambiente, a saúde, bem estar e direitos de cidadania de nossos pequenos pacientes”.
Gilvan Pereira da Silva, do município de Bragança, nordeste do estado, pai de Pablo da Silva, 12 anos, que faz tratamento de hemodiálise há quatro anos, disse que a inauguração do novo Centro de Terapia Renal ajudou muito na melhora da saúde de seu filho, tanto no atendimento oferecido quanto no transporte de locomoção. “Este tipo de atividade é muito importante para melhorar os ânimos dos nossos filhos. Ficamos aqui muito tempo fazendo tratamento. Hoje é só brincadeira, nem parece que estão fazendo hemodiálise” diz Gilvan da Silva.
Para a psicóloga Marlene Barbosa, as atividades foram desenvolvidas por toda a equipe de profissionais do centro durante todo o mês de janeiro e culminou com a festa para reunir os pacientes. “Fizemos entregas de medalhas e troféus. As medalhas foram para as crianças que mais se destacaram no cumprimento das tarefas e os troféus para as equipes de profissionais que orientam nossos pacientes no desempenho das atividades", explica Marlene Barbosa.
Alene Cunha, mãe de Agla Melo, de cinco anos, do bairro do Mangueirão, em Belém, acha que as atividades da gincana foram muito bem vindas. “Vejo alegria na minha filha, mesmo diante desse tratamento que é difícil, doloroso, ela fica toda animada e não para de falar, sorrir. As brincadeiras tiram toda a atenção do tratamento, distrai até nós que acompanhamos nossos filhos”, conclui Alene Cunha.
Segundo a nefropediatra e coordenadora do espaço, Monique Calandrine, para o paciente renal ser atendido no novo centro, precisa estar dentro da faixa etária e deve ser encaminhado por uma Unidade Básica de Saúde (UBS), pela Central de Leitos da Secretaria Municipal de Belém (Sesma) ou também pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
Os novos aparelhos de hemodiálise são dotados com a mais avançada tecnologia. Das dez máquinas, oito são destinadas para pacientes com sorologia negativa, uma para pacientes com hepatite B e uma para pacientes renais agudos. Monique Calandrine destaca que a doença não apresenta sintomas aparentes e que só a consulta regular ao pediatra pode detectá-la. (Agência Pará)
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