O comitê metropolitano do Movimento Xingu Vivo Para Sempre realizou, na manhã desta quarta-feira (1º), um ato em memória aos dois anos de emissão da licença prévia da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A ação foi realizada na sede do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em Belém. O órgão é responsável pela emissão de licenças para empreendimentos de grande abrangência, como é o caso de Belo Monte.
De acordo com a versão do comitê, o Ibama agiu irresponsavelmente ao licenciar a obra, em razão de problemas que não teriam sido solucionados à época da emissão da licença, contrariando as orientações de seus próprios técnicos quanto à viabilidade socioambiental do projeto.
A licença prévia, ainda de acordo com o comitê, teria listado quarenta condicionantes gerais dos membros indígenas da região, que deveriam ser cumpridas para que a obra pudesse ser iniciada. No entanto, a maior parte delas não teria saído do papel. “Hoje, dois anos depois, a população de Altamira tem que conviver com uma explosão do custo de vida, o que obrigou várias famílias a abandonarem suas casas”, alegou o comitê do Movimento Xingu Vivo Para Sempre. (DOL, com informações da Ascom/ comitê metropolitano do Movimento Xingu Vivo Para Sempre)
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