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Saqueamento em casarão é alvo de protesto

Representantes de entidades foram às ruas em defesa do patrimônio Realizado pela Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (Asapam), Associação Fotoativa e Instituto Peabiru, o movimento “Olhos do Patrimônio” reuniu, na manhã de ontem, representant

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Representantes de entidades foram às ruas em defesa do patrimônio Realizado pela Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (Asapam), Associação Fotoativa e Instituto Peabiru, o movimento “Olhos do Patrimônio” reuniu, na manhã de ontem, representantes de instituições, autoridades - entre as quais a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Iphan), Maria Dorotéa de Lima -, arquitetos, museólogos, artistas plásticos, cineastas, ambientalistas, profissionais da área de Direito, estudantes do ensino médio, universitários, pós-graduandos da área de Patrimônio e a sociedade em geral para protestar contra o saqueamento de prédios históricos no Pará.

O ato público deu-se na Praça Coaracy Nunes, mais conhecida como Praça Ferro de Engomar, região que abriga um sítio patrimonial de grande valor para a história de Belém. Lá, foi saqueado, no último dia 28, o Palacete Vitor Maria da Silva. O ato gerou a indignação da população e associações, que chamaram a atenção do poder público para a causa do patrimônio histórico. “Somos poucos, mas tentamos não deixar morrer esse sentimento de preservação do que faz parte da nossa história”, relata Tamara Saré, presidente da Fotoativa, associação que teve sua primeira sede nas proximidades da praça.

EMBARGO

Na quarta-feira (1), o palacete foi embargado pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Há dois anos, a antiga residência da família do engenheiro Vitor Maria da Silva - que tem duas netas morando em Brasília -, foi comprada.
Vitor é reconhecido por importantes obras do final do século XIX e início do século XX, entre elas a reforma do Palácio de Governo Lauro Sodré (hoje, Museu Histórico do Estado do Pará) e a reforma do Teatro da Paz. O engenheiro trabalhou ainda como secretário de Obras no governo de Augusto Montenegro.

Segundo o artista plástico Orlando Maneschy, o descaso com o casarão foi denunciado na época em que o imóvel foi comprado. “Acho importante esse tipo de mobilização, mas acho mais importante o belenense se mexer quando há o alerta. Gostaria também que os órgãos tomassem atitude quando as denúncias são feitas e não depois que o patrimônio sofre avarias e sai na mídia”, protesta.

Durante o evento, houve exposição de foto varal, com imagens da Praça Ferro de Engomar e de temáticas ligadas ao patrimônio histórico, oficina de câmara escura e exposição de poesias de Antônio Juraci Siqueira. Ao final, houve um abaixo assinado, que vai continuar circulando pelas escolas e instituições parceiras.

Amanhã será lançada na internet uma petição virtual. “A cidade reagiu a uma situação crítica, mobilizando tanto autoridades quanto pessoas que são capazes de apresentar uma proposta. A gente não pode agir apenas quando acontece algo tão escandaloso”, conclui João Meirelles, diretor do Instituto Peabiru.

(Diário do Pará)

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