No início da tarde de hoje (8), a microempresária Maria do Socorro Moraes Pacheco, 50 anos, procurou o posto de saúde municipal do bairro do Tapanã, em Belém, para verificar a pressão arterial de seu pai, que sentia um mal estar. Para sua surpresa, ao chegar ao posto tomou conhecimento que não havia um médico de urgência e emergência de plantão.
“Logo que cheguei encontrei um rapaz e perguntei se ele trabalhava lá. Ele disse: ‘depende’. Então perguntei se havia um médico e ele respondeu que não, explicou que o médico tinha saído meio dia e que o próximo chegaria somente às quatro da tarde”, conta.
A senhora pediu ao rapaz, que preferiu não se identificar, que chamasse alguém para verificar a pressão do pai. Maria do Socorro foi encaminhada ao enfermeiro que, segundo ela, foi grosseiro e se recusou a fazer o pronto atendimento, argumentando que estaria sozinho no plantão, pois todos haviam saído para almoçar e que ele não poderia sair de onde estava, pois tinha um paciente muito ferido.
“Ele disse: 'olha, senhora, aqui não temos nada, nem médico, nem ambulância e nem aparelho para verificar pressão'”. E ao reclamar da resposta, o enfermeiro ainda retrucou a ela: “Minha senhora, você tem que reclamar para o prefeito”. Segundo Maria do Socorro, somente quando resolveu ligar para a reportagem é que apareceram outros enfermeiros e enfim verificaram a pressão de seu pai, que realmente estava alta.
A reportagem do Diário Online (DOL) entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
(DOL)
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