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Hemopa conta com a solidariedade dos doadores

Com a aproximação do Carnaval é comum ouvir o ressoar dos tamborins pelas ruas da cidade. Com a alegria e diversão deste feriado vêm também alguns excessos que podem comprometer a vida daqueles brincantes que ultrapassam alguns limites. Aliás, é devido a

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Com a aproximação do Carnaval é comum ouvir o ressoar dos tamborins pelas ruas da cidade. Com a alegria e diversão deste feriado vêm também alguns excessos que podem comprometer a vida daqueles brincantes que ultrapassam alguns limites.

Aliás, é devido a estes abusos que na temporada carnavalesca aumenta o número de pessoas precisando de sangue. Acidentados de trânsito são os que mais necessitam de transfusão nesse período. Em contrapartida, é nesta época que cai em aproximadamente 30% o número de doadores de sangue. Para reforçar o estoque durante a folia de Momo, a Fundação Hemopa realizará a partir de amanhã, a primeira ação estratégica de doação de sangue. A campanha segue até o dia 18 de fevereiro.

Com o tema “No carnaval as fantasias são muitas. Use a de doador”, a campanha pretende atingir a meta de 300 coletas por dia. Segundo Juciara Farias, gerente de captação de doadores do Hemopa, este número é satisfatório para atender a demanda transfusional da rede hospitalar do Estado, que atualmente é composta por 218 casas de saúde entre emergências, maternidade e unidades de tratamento intensivo. “Queremos conscientizar a população paraense de que doar sangue pode salvar vidas. Antes de sair para pular o Carnaval é interessante que faça seu papel como cidadão e contribua com o seu próprio sangue”.

Para a jovem Aline Freitas, 23 anos, cuja tipagem sanguínea é “o negativo”, doar sangue é uma atitude muito simples e pouco praticada pela juventude. “Muita gente ainda se utiliza do mito da dor insuportável para justificar o fato de não ser doador. Comecei a doar sangue com 13 anos e, para mim, a dor inexiste e a recompensa de ajudar alguém é impagável. É solidariedade mesmo. Independente da pessoa que vai receber o meu sangue, terei a consciência de que ajudei, de alguma forma, a fazer alguém ainda mais feliz, saudável e a melhorar a vida de uma família inteira”.

(Diário do Pará)

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