O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) verificou que vários produtos têm contribuído para a alta de preço na alimentação dos paraenses, entre eles está o tomate.
No primeiro semestre do ano passado, houve um grande crescimento no preço do produto, e algumas quedas nos meses do segundo semestre. Entretanto, no balanço de 2011, a alta acumulada no preço foi de cerca de 46,00%.
Em dezembro de 2011, o quilo do tomate foi comercializado a R$ 3,27. No mês, o valor subiu e foi encontrado, em média, a R$ 3,32. Infelizmente, o aumento continua em fevereiro, e hoje, o quilo já está sendo comercializado por até R$ 4.
Nos últimos 12 meses, o tomate apresentou um reajuste acumulado de quase 23,00%. A inflação estimada para o mesmo período não ultrapassa os 6,50%.
Como grande parte do tomate comercializado vem de fora (de outros municípios, mas principalmente de outros Estados), as mudanças climáticas e a questão da sazonalidade do produto influenciaram decisivamente no aumento dos preços, ressalta o Dieese/PA.
Este aumento no preço do tomate e de outros produtos básicos deverá contribuir para a alta na cesta básica dos paraenses neste mês.
A alimentação da população paraense continua entre as mais caras do país. No mês passado, a cesta básica composta de 12 produtos custou R$ 248,77, comprometendo na sua aquisição cerca de 43,00% do novo salário mínimo de R$ 622,00. (DOL, com informações do Dieese)
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