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Foliões prontos para cair na gandaia

Thalita Prazeres de Campos acompanha o carnaval desde a barriga da mãe. Com 27 anos, ela afirma que jamais perdeu uma folia e sempre está no mesmo lugar: Curuçá. Agora morando em Caxias do Sul, ela vem a Belém especialmente para a festa. “Não conheço out

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Thalita Prazeres de Campos acompanha o carnaval desde a barriga da mãe. Com 27 anos, ela afirma que jamais perdeu uma folia e sempre está no mesmo lugar: Curuçá. Agora morando em Caxias do Sul, ela vem a Belém especialmente para a festa.

“Não conheço outro carnaval e não sinto falta. Impossível perder a festa em Curuçá. Logo após as festas de fim de ano, já começo a olhar na ‘folhinha’ contando os dias para o carnaval”, revela a psicóloga, que traz da família a tradição da folia e que há três anos mantém um bloco no município, o Verdes Campos.

“A nossa família é para mim uma árvore frondosa que deu muitas flores. Esse jardim, com esse colorido todo, só podia dar em festa no carnaval”, comemora a matriarca da família, dona Maria Veras de Campos, que aos 87 anos sai de Belém para curtir a Festa de Momo no interior. “Tenho 87, mas congelei nos 60. Apareceu uma artrose, mas eu pego o ritmo com as muletas e balanço os ombros”, descontrai dona Marisinha, como é conhecida.

A mais nova da turma, Helena Gatti, de apenas 10 meses, será batizada no “tijuco” – como é chamada a lama do mangue que tornou famoso o carnaval do local – este ano . “No carnaval passado, não pude participar do Pretinhos do Mangue porque estava esperando por ela, mas esse ano não vamos perder”, afirma a mãe da novata, Neyla Tavares.

Já o grupo formado pelos amigos Luís Augusto Souza, Carlos Danielson Araújo, Ana Cláudia da Silva, Doriani Paixão e José Augusto Paixão elegeu a cidade de Vigia como a melhor opção para o carnaval. Há pelo menos quatro anos, eles põem as mochilas nas costas e partem em busca de alegria.

“Em cada esquina tem uma festa, com gêneros que agradam todos os públicos”, explica Doriane. “Para mim, o destaque é o bloco das Virgienses [no qual os homens se fantasiam de mulher], fica todo mundo descontraído. E não tem espaço para vergonha. Os homens que não se fantasiam é que ficam deslocados”, diz Luís Augusto.

A turma garante que não tem espaço para cansaço. A partir das 17 horas, começa a agitação que só termina no dia seguinte. “São cinco dias sem dormir. Quando a gente volta para casa, recupera”, garante Danielson.

SOSSEGO

Quem está fugindo desse ritmo acelerado é a jornalista Melina Marcelino. Com trabalho novo, ela vai aproveitar a folga e vai curtir a preguiça e acompanhar o ´Bloco do Lençol’. “Há muito tempo não sei o que é carnaval sem trabalho. Por isso vou aproveitar para descansar e aproveitar a tranquilidade de Belém”, diz Melina, que planeja ainda ir ao cinema e passear pelos pontos turísticos da capital. “Não terá fila, nem trânsito”, justifica. (Diário do Pará)

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