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Ação simplifica retirada de documentos

O espaço da Casa de Justiça e Cidadania (CJC) ficou pequeno para abrigar a grande quantidade de pessoas que foram ao local, na manhã de ontem, em busca dos serviços disponibilizados pela ação de solidariedade social promovida pelo órgão. Dentro do espaço

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O espaço da Casa de Justiça e Cidadania (CJC) ficou pequeno para abrigar a grande quantidade de pessoas que foram ao local, na manhã de ontem, em busca dos serviços disponibilizados pela ação de solidariedade social promovida pelo órgão. Dentro do espaço lotado, vários serviços foram oferecidos, como a retirada da carteira de identidade e do título de eleitor, atendimentos de saúde como avaliação nutricional e ainda a realização de exame de DNA para o reconhecimento de paternidade.

Passada apenas uma hora do início da ação, às 8h, as senhas para a retirada da carteira de identidade já haviam esgotado. No departamento destinado ao serviço, todos os bancos de espera já estavam preenchidos, assim como as laterais da sala que abrigavam quem esperava em pé. Para conseguir emitir a segunda via do documento de identificação pessoal, a dona de casa Ana Célia Garcia foi ao local ainda às 6h. Já com a senha em mãos, ela pôde ter novamente a identidade perdida há um ano. “Foi uma oportunidade de resolver esse problema. Com isso vou poder resolver muitas outras coisas que precisavam da identidade”.

Segundo a coordenadora da CJC, a juíza Antonieta Mileo, a grande procura pela retirada da identidade surpreendeu a organização da ação que conta com a parceria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), do Sesc e da Secretaria de Segurança Pública (Segup-Pa). Segundo ela, dentre os serviços oferecidos, um dos mais procurados foi o de reconhecimento espontâneo de paternidade.

“O Conselho Nacional de Justiça fez um levantamento que aponta que, no Pará, 400 mil crianças não possuem registro paterno”, afirma. “Através do projeto ‘Pai Presente’, que temos aqui no CJC, conseguimos o reconhecimento espontâneo da maioria dos casos”.

Pai de três filhos, o mototaxista Gerson Paiva compareceu à ação para tirar uma dúvida que já lhe acompanha há 16 anos. Para ele, a ação possibilitará que um impasse antigo seja resolvido. “Tive uma paquera com uma moça e ela afirma que a filha é minha. Ela tem 16 anos e é registrada no nome da mãe. Se for confirmada a paternidade, ela vai passar a ter o nome do pai também”. (Diário do Pará)

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