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Beneficiários sofrem para garantir o Bolsa-Família

Na fila desde as 22h da última terça-feira (14), o desempregado Maury Rodrigues, 31 anos, ainda não tinha previsão para ser atendido na sede do Bolsa Família, em Belém. Por volta das 10h de ontem, havia ainda uma média de 80 pessoas na sua frente para ser

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Na fila desde as 22h da última terça-feira (14), o desempregado Maury Rodrigues, 31 anos, ainda não tinha previsão para ser atendido na sede do Bolsa Família, em Belém. Por volta das 10h de ontem, havia ainda uma média de 80 pessoas na sua frente para serem atendidas.
“É a segunda vez que tento ser atendido aqui. Tem muita gente querendo ser atendida e os funcionários não tão dando conta”, afirma. O homem se esforçava para garantir o beneficio da filha de 5 anos, única renda da família, fora os bicos que o pai consegue esporadicamente. “Não arrasto o pé daqui até minha filha ganhar o que é de direito. Mas não dá pra tratar a gente que nem bicho, só porque eles sabem que a gente depende deles.”
A alta demanda é em decorrência do prazo para o recadastramento do programa de transferência de renda promovido pelo governo federal, que termina no dia 29 de fevereiro. A atualização do cadastro na prefeitura a cada dois anos é a condição para manter o benefício. A partir do dia 1º de março, quem não atualizou os dados terá o Bolsa Família cancelado.

SENHAS
O expediente foi conturbado na sede do programa. A média de pessoas que passaram pelo local foi de 350, de acordo com a coordenação do programa. Entretanto, estão sendo distribuídas apenas 280 senhas para atendimento por dia. Além da demora, as pessoas reclamavam da falta de espaço causada pela superlotação e da falta de higiene no banheiro.
“As pessoas deixaram para última hora para fazer o cadastro. Mas isso não quer dizer que não estamos preparados para atendimento. É que o recadastro não é simples. Envolve uma entrevista, o preenchimento de dezenas de páginas de documentos. O processo dura 45 minutos”, justifica Maria das Neves Alves, coordenadora do programa Bolsa Família em Belém.
Nos cálculos da coordenação do programa, faltam uma média de 2 mil famílias fazerem o recadastro na Região Metropolitana de Belém. Aproximadamente 37 mil famílias foram recadastradas desde o início do programa, em janeiro de 2011.


BENEFÍCIO PARA FAMÍLIAS POBRES
O Bolsa Família se destina a lares com renda per capita de até R$ 70 - consideradas famílias em situação de extrema pobreza - e entre R$ 70,01 e R$ 140 - famílias consideradas pobres. Famílias com renda até R$140 recebem R$ 32 por filho.
O benefício se estende até o limite de cinco filhos e com idade máxima de 15 anos. As famílias com renda inferior a R$70, recebem um abono de R$ 70.
O QUE PRECISA?
Os que ainda não realizaram o cadastro devem se dirigir até a sede do Bolsa Família munidos dos seguintes documentos: comprovante de residência atual, carteira de identidade, CPF, título de eleitor e carteira de trabalho. Também é necessário levar a certidão de nascimento e o cartão de vacinação para crianças até seis anos e declaração escolar para pessoas de 7 a 17 anos.

SERVIÇO
A sede do Bolsa Família fica na Av. Augusto Montenegro, passagem Maria da Graça, 565, ao lado da Delegacia de Meio Ambiente.
O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Telefone: (91) 3238-0767. (Diário do Pará)

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