É estável a situação de saúde da criança de 8 anos, moradora do município de Chaves, no Arquipélago do Marajó, que chegou à Santa Casa de Misericórdia do Pará com um quadro de malária. Diagnosticada com Malária falciparum (tipo grave da doença), a criança foi submetida a exames de sangue e urina, e a raio-X do tórax. A equipe médica aguarda os resultados dos exames.
Segundo os médicos responsáveis pelo atendimento, a paciente chegou ao hospital no meio da tarde desta quarta-feira (15), vinda do município de Anajás, também no Marajó. Elziane Romero Camarão, que acompanha a criança, disse que os pais moram em Chaves, mas estavam em Anajás tratando os dois filhos, ambos com malária. O irmão do menino não resistiu e acabou falecendo antes de chegar a Belém.
REDUÇÃO
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará conseguiu reduzir pela metade os casos de malária registrados este ano, resultado das ações preventivas feitas em conjunto com os municípios. De janeiro a fevereiro, foram 7.168 ocorrências registradas, contra as 16.203 notificadas no mesmo período do ano passado, uma redução de 56%.
Segundo o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, é de suma importância a participação dos municípios no combate à malaria. “É possível reduzir ainda mais este número, se todos os municípios se comprometerem com o Estado para a vigilância em saúde. Temos que continuar vigilantes para orientar e tratar a população que mora em áreas consideradas de risco”, diz.
Ao longo do ano a Sespa tem reforçado as ações de controle em todas as localidades. Em janeiro deste ano, foram distribuídos, com recursos do Estado, 60 mil mosquiteiros impregnados com inseticida. Também foram entregues 30 microscópios, motos, rabetas e lanchas para as regiões de difícil acesso. Até junho, será distribuída outra remessa de material para facilitar o trabalho de técnicos e agentes de endemias. (Diário do Pará)
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