A retirada do avião modelo King Air F 90, prefixo PT – OFD, que caiu na baía de Guajará, próximo à Base Aérea de Belém, no último dia 8, foi interrompida por volta das 22h de ontem por causa da maré alta. O acidente aconteceu a cerca de cinco quilômetros e meio da cabeceira 6 de uma das pistas do Aeroporto Internacional de Val-de- Cans, quando a aeronave se preparava para pousar, com o piloto e três passageiros a bordo. Todos saíram sem ferimentos graves do acidente.
O avião, sabe-se agora, pertence a um empresário do Piauí. Segundo o representante do empresário, André Rodrigues, o avião é um modelo caro, que custa em torno de um milhão e meio de dólares e que não sofreu grandes danos. Por isso os trabalhadores que estão fazendo o resgate estão tendo todo o cuidado para não danificar a aeronave. “Se for preciso vai ser um mês para resgatar a aeronave sem danificá-la mais ainda”, afirmou Rodrigues.
O resgate tinha sido iniciado às 17h, quando trabalhadores colocaram uma bóia dentro do avião e amarraram tambores cheios d’água nas asas e no corpo para manter o equilíbrio. Mas a ação foi interrompida por causa da maré que estava muito alta. A previsão era de que o resgate só deveria ser reiniciado a partir de 1h da madrugada de hoje.
O resgate do avião só foi autorizado pela Marinha depois que o dono apresentou um plano de flutuação que ainda teve que ser refeito. A ação deveria ter sido realizada anteontem, mas foi adiada porque o piloto da embarcação que ia fazer o resgate estava com a licença vencida.
NO AGUARDO
O delegado corregedor da Polícia Federal, André Epifânio, está somente aguardando a retirada do avião da água para fazer uma vistoria nas bagagens do avião que funciona como uma UTI aérea e vinha de São Paulo quando caiu em Belém. (Diário do Pará)
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