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Em Belém, usuário de ônibus sofre

Assim que o ônibus é avistado, os braços começam a sacudir insistentemente. A preocupação em perder a condução que passa pela parada de ônibus pela faixa de trás leva os passageiros para o meio da pista. Mas nada resolve. O olhar de quem fica na parada se

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Assim que o ônibus é avistado, os braços começam a sacudir insistentemente. A preocupação em perder a condução que passa pela parada de ônibus pela faixa de trás leva os passageiros para o meio da pista. Mas nada resolve. O olhar de quem fica na parada segue distante na direção do ônibus como se não acreditasse. “Ainda tenho que arrumar as minhas malas que vou viajar daqui a pouco!”

O desabafo é da estudante Amanda Melo. Anteontem, um dia após a rejeição pela Câmara Municipal de Belém (CMB) do projeto de lei que previa o pagamento de multa pelos ônibus que ‘queimassem’ paradas, ela vivenciou a infração de um motorista que se recusou a parar. “Eu me sinto muito frustrada quando isso acontece. Eu estou atrasada, ele não parou, e agora eu vou ter que esperar trinta minutos pelo próximo ônibus.”

Passados 15 minutos, na mesma parada, na avenida Boulevard Castilhos França, em frente ao Ver-o-Peso, Kelly Gomes leva as mãos à cabeça por causa do ônibus que não atendeu ao seu chamado. “Viu que ele (motorista) nem olhou?”

Com a mãe idosa, Kelly demonstrava indignação pela precariedade na prestação do serviço. “Isso é uma falta de respeito... eles não param, principalmente quando tem um idoso. Tinha mesmo é que multar esse pessoal”. A pressa para pegar o próximo ônibus que apareceu em seguida impediu que a idosa expressasse a sensação de ser deixada para trás pelo serviço de transporte público. “Tô com pressa, não posso perder mais esse (ônibus)”.

E a pressa é companhia de grande parte dos usuários do transporte público na capital paraense. Na iminência da chegada do ônibus aguardado, a calmaria da espera se transforma em agonia. Competindo com os carros, homens e mulheres vão até os ônibus no meio da pista. “Aqui é bem difícil, eles passam por trás e, pra não perder o ônibus, tem que ir lá no meio”, diz a aposentada Fátima Ribeiro, que também é portadora de necessidades especiais. “Tem vezes que nem assim eles param. Eles passam por trás, a gente faz sinal, bate no lado do ônibus e eles não param”.

Leia a reportagem completa no Diário do Pará

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