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'Rancho' faz avenida brincar de ser criança

“Pega o pião, põe pra girar, o meu Rancho vem chegando, não posso me amofiná”. Foi assim que a escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná entrou na avenida na manhã desse domingo, 19, com o tema “Tempo de Criança”. O tema inicial do carnaval de 2011, ano

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“Pega o pião, põe pra girar, o meu Rancho vem chegando, não posso me amofiná”. Foi assim que a escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná entrou na avenida na manhã desse domingo, 19, com o tema “Tempo de Criança”. O tema inicial do carnaval de 2011, ano em que a escola não pôde desfilar, e tema desfilado na década de 70, trouxe para a passarela do samba mais de 2000 brincantes, para enfrentar o desafio de levar o título do Carnaval 2012.

Os temas mais diversos do universo infantil serviram de inspiração para a criação de um espetáculo encantador como só o mundo das crianças pode ser. A escola levou para a avenida três carros alegóricos e no chão, Peter Pan, Sininho, palhaços, Homem Aranha e piratas se uniram para compor o enredo atualizado dos tempos de criança da escola presidida por José Roberto Teixeira. No carro abre alas já era evidente o encanto dos palhaços e dos piões, tradicional brincadeira de rua quase esquecida pelos brinquedos tecnológicos atuais.

Entre as diferenças apresentadas no tema desfilado nos anos 70, segundo João Gama, Diretor Administrativo do Rancho, “é a tecnologia, que a gente não tinha na época do primeiro desfile. Naquele tempo não existia a divulgação de tantos desenhos animados. Nossa expectativa é a melhor”. João afirma que após 3 anos sem levar nenhum título, essa é a grande aposta da escola jurunense.

Ao longo do desfile, era notória a presença de crianças em cada carro alegórico, inclusive um, em especial, que era um perfeito parque de diversão, com carrossel e minhocão. As crianças, que se tornaram a razão de ser do carnaval 2012 da agremiação, eram as donas da festa do segundo dia de desfile. Pelo histórico, o Grêmio Recreativo e Beneficente Jurunense Rancho Não Posso Me Amofiná, desenvolve um trabalho social e cultural com as crianças da comunidade através de oficinas de danças, ballet, cursos de violão, informática e judô.

Sem dúvida, o Rancho fechou o desfile de sábado com uma aula de requinte e animação, fez uma das melhores apresentações da noite e transformou a avenida em um grande parque onde crianças e adultos falavam a mesma língua. (Comus)

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