Doze escolas de Samba do terceiro grupo desfilaram na Aldeia Amazônica na noite deste domingo (19) e madrugada de segunda-feira (20), terceiro dia da programação oficial de Carnaval de Belém, realizada pela prefeitura, por meio da fundação Cultural do Município (Fumbel).
Cada escola teve trinta e cinco minutos para a apresentação. Onze pessoas julgaram os quesitos: Bateria, Enredo, Samba de Enredo, Alegoria, Fantasia, Evolução, Harmonia, Comissão de Frente, Mestre Sala e Porta Bandeira, Porta Estandarte e Baianas. A escola que fizer a maior pontuação será a vencedora do terceiro grupo e ganha acesso ao segundo grupo.
A maioria das escolas do terceiro grupo são blocos carnavalescos que ganharam destaque em seus bairros de origem e evoluíram nas apresentações ao público passando de blocos para escolas de samba. É o caso da Alegria-Alegria, do bairro da Condor, que desfilou como bloco de 1982 até 1989, quando passou para a categoria de escola de Samba e que hoje, tenta acesso ao segundo grupo, de acordo com o presidente da agremiação Getúlio Silva.
Nesta segunda-feira, 20, a programação de carnaval de Belém segue na Aldeia Amazônica com o desfile dos blocos carnavalescos. Em Icoaraci acontece o desfile oficial de Carnaval do Distrito na Rua 15 de Agosto a partir das 18h. Na terça-feira, 21, é a vez de Outeiro realizar o Desfile Oficial de Carnaval na Avenida Beira-Mar, também a partir das 18h.
Escola Alegria-Alegria abriu desfile na Aldeia Amazônica
Um passeio pelo Marajó, suas lendas e seus encantos foi o que promoveu a Escola de Samba Alegria-Alegia, do bairro da Condor, na abertura do terceiro dia de Desfile Oficial de Carnaval de Belém promovido pela prefeitura, na Aldeia Amazônica, na noite deste domingo, 19.
Apesar da chuva persistente, a alegria, característica principal dos brincantes da Escola de Samba Alegria-Alegria, contagiou o público estimado em cerca de dez mil pessoas, somente no início da noite, segundo a Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), que coordena a programação de Carnaval.
Em trinta e cinco minutos de desfile, a Alegria-Alegria falou do fascínio despertado pela ilha do Marajó, principalmente nos turistas que visitam o local, onde encontram, segundo o autor do samba, Carlinhos Pimentel, uma terra mágica que guarda riquezas naturais e uma culinária de dar água na boca.
Primeira das doze escolas do terceiro grupo a desfilar na noite deste domingo, a Alegria-Alegria, não esqueceu dos vaqueiros e dos búfalos que se tornaram símbolo do Marajó. O desfile emocionou a dona de casa Maria Alcântara, que deixou a ilha há dezessete anos para trabalhar na capital. “É muito bonito a gente lembrar e ver que essa cultura é valorizada”, afirma a dona de casa.
Cacareco homenageia belezas do Pará no Carnaval de Belém
A Escola Cacareco exalta as riquezas naturais e a cultura do Pará na Aldeia Amazônica. Segunda escola do terceiro grupo a desfilar na noite deste domingo, 19, a agremiação do bairro do Telégrafo teve problemas com o carro abre-alas que não entrou no desfile, mas empolga o público ao destacar as comidas, as danças e a religiosidade do povo paraense.
“Estou muito emocionado e feliz pela nossa apresentação. Mesmo sem o carro abre-alas, que quebrou no nosso barracão, estou com a sensação de dever cumprido”, afirma o presidente da Escola, Marcos Benício Martins. “Agora é só esperar o resultado para comemorar”, garante o presidente que se orgulha dos 35 anos da escola que apesar do pouco recurso, faz questão de mostrar o trabalho dos moradores do Telégrafo no Carnaval de Belém.
Muito entusiasmado o brincante Diogo Silva, de 21 anos, não esconde a emoção com o desfile. “Essa é a primeira vez que saio e é maravilhoso. Ensaiamos por quatro meses a coreografia e tudo está lindo”, assegura Diogo que já planeja desfilar de novo em 2012.
Bailes e festas de aparelhagem ganham espaço na avenida
A Aquarela do Brasil do bairro do Jurunas foi a terceira escola de samba a desfilar na Aldeia Amazônica na noite deste domingo, 19, e faz literalmente uma festa na avenida. A agremiação relembra os já tradicionais bailes da saudade e as festas de aparelhagem que oferecem diversão para a população durante todo o ano, principalmente nos intervalos das grandes festividades da capital como o Círio de Nazaré, Carnaval e Festa Junina.
“Belém tem festa o ano inteiro e quando não tem data comemorativa, tem essas programações – aparelhagens e bailes da saudade – que trazem alegria para as pessoas, principalmente da periferia”, explica o presidente da Aquarela do Brasil e autor do samba de enredo, José Maria de Lima Pacheco que garante que a intenção da agremiação é homenagear “o povo cabano e guerreiro” que trabalha e sofre, mas se recupera e se inspira nos ritmos musicais na festa.
Portela de Belém homenageia Abaetetuba
“Abaeté, a Joia rara do Baixo Tocantins” foi o destaque na Aldeia Amazônica no desfile da Sociedade Cultural Portela, quarta escola do terceiro grupo a desfilar na noite deste domingo, na programação oficial da Prefeitura de Belém.
Com quinhentos brincantes, a Portela de Belém homenageia a cultura da produção de cachaça, típica do município de Abaetetuba, e conta a história do município, também muito conhecido pelo artesanato feito com argila e o miriti que a cada ano ganha mais destaque nas festividades do Círio de Nazaré na capital.
Mocidade Botafoguense
Diretamente do bairro do Umarizal, a Escola de Samba Mocidade Botafoguense foi a quinta agremiação do terceiro grupo a desfilar na Aldeia Amazônica, onde entra para lembrar os cem anos de Altamira, o maior município do mundo que fica aqui no Pará.
A Terra dos festivais, dos seringais e da pesca esportiva que é tomada pelo progresso e desenvolvimento trazidos pelos grandes projetos que se instalam no município são cantados pelos brincantes que ganham aplausos do público.
Mocidade Unida do Bengui
A Escola de Samba Mocidade Unida do Bengui tomou conta da Aldeia Amazônica e fez a alegria do público com uma homenagem ao carnaval.
Além da mocidade, o Bengui levou para a avenida a criançada e também a melhor idade para cantar e dançar o enredo sobre as festas de carnaval, os bailes de máscara, destacando personagens como a Nega Maluca e o Pierrot, além é claro, de falar das escolas de samba. A animação do grande número de brincantes empolgou o público.
Rosas de Ouro conta a história do tecido de Chita
Faltando poucos minutos para a meia noite deste domingo, a Escola de Samba Rosas de Ouro, do bairro do bairro da Pedreira, fechou o desfile do terceiro grupo na Aldeia Amazônica. A Escola contou a história do tecido de chita.
A chita, de origem na Índia, tem como característica a estampa colorida que se popularizou no Brasil, principalmente nos Estados do Norte e Nordeste, onde ganhou destaque nas roupas típicas da quadra junina, como veste do caipira.
E depois de vestir a quadrilha de São João “a chita caiu no samba” da Rosas de Ouro que acredita que a homenagem ao tecido que ganhou brasilidade possa garantir o acesso da escola ao segundo grupo.
Nova Mangueira defende a preservação das florestas
“Defender o verde é salvar vidas”. A única escola representante do bairro de Canudos, a Nova Mangueira, foi a oitava a entrar na avenida do samba já na madrugada desta segunda-feira, 21, chega com um apelo pela preservação da Floresta Amazônica.
Antes que as motosserras destruam tudo e só restem as flores artificiais, a Nova Mangueira entrou na avenida para pedir rigor do Ibama na fiscalização e conscientização da população para cobrar cuidado com a natureza.
Feras da Sacramenta homenageia incentivador da cultura do Boi-Bumbá no Pará
Mestre Alarindo, de 84 anos, foi homenageado pela Associação Carnavalesca “Feras da Sacramenta” por ser o grande incentivador e divulgador da cultura popular e folclórica do Boi Bumbá dentro e fora do Estado do Pará. São mais de 65 anos defendendo não só a disseminação da cultura, mas também a diferenciação entre as manifestações do Boi Bumbá, do Pará, e do Bumba meu Boi, do Maranhão.
A escola adentrou à avenida com o Mestre Alarindo no alto do carro abre-alas, chamado de Paraíso Amazônico, que trazia a marcante imagem do Boi Bumbá. Cerca de 70 ritmistas participaram do desfile da escola, distribuídos em seis alas que traziam como tema os instrumentos que retrataram o início e perpetuação da cultura.(Comus)
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