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Câmeras flagram pessoas jogando lixo em canal

Desde que foi implantado, o sistema de monitoramento da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) fez diversos flagrantes. Em um deles, uma ‘kombi’ estaciona próximo ao canal da avenida Pedro Miranda e alguns homens começam a descarregar o veículo que vi

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Desde que foi implantado, o sistema de monitoramento da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) fez diversos flagrantes. Em um deles, uma ‘kombi’ estaciona próximo ao canal da avenida Pedro Miranda e alguns homens começam a descarregar o veículo que vinha carregado de entulho de construção. Acionada pela central de monitoramento uma equipe de fiscais volantes da Sesan chegou ao local ainda durante o derrame do lixo e autuou os responsáveis. Tratava-se de uma empresa que fazia uma descarga clandestina e que acabou sendo multada em R$ 609, como prevê o Código de Postura do Município.

“A ideia do sistema é facilitar e dar velocidade à fiscalização, unificando as ações através da implantação dos GPS nos caminhões de coleta, monitoramento através das câmeras e serviço de 0800”, explica o Secretário de Saneamento, Ivan Santos. Desde a implantação no canal da Pedro Miranda, ocorrido em dezembro do ano passado, a área tem ficado mais limpa, diz a Sesan que chegou a registrar, antes do sistema, 70 metros de entulho espalhado às margens do canal.

O monitoramento acontece 24 horas por dia. Uma equipe de técnicos cumpre o horário comercial e durante a noite o trabalho continua através do contato via central de rádio. As câmeras implantadas captam imagens a uma distância de 500 metros e possuem giro vertical de 180º e 360º na horizontal. “Com isso conseguimos congelar e aproximar a imagem, facilitando a identificação do veículo ou do infrator. A partir daí a equipe de fiscais é acionada e fazemos a autuação”, explica a auxiliar de monitoramento, Alessandra Borges.

Embora diversos registros de irregularidades tenham sido flagrados pela Sesan desde a implantação do sistema, o foco prioritário de ação, nesse primeiro momento, não é a punição. “O foco desse sistema está na orientação e educação ambiental, a ação fica mais rigorosa quando observamos reincidência, por isso agimos em conjunto com a Guarda Municipal, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) e o Centro Integrado de Operações. As frentes de trabalho estão voltadas à ação dos carroceiros, por um lado, e empresas, do outro. Temos, portanto, uma percepção mais justa do processo”, avalia Ivan Santos.

Além do canal da Pedro Miranda, o Mercado Ver-o Peso também está sendo monitorado. A ideia da Prefeitura é aumentar a fiscalização nos pontos críticos de descarga irregular espalhados pela cidade. Até o final do mês dois novos pontos estarão sendo vigiados, o Canal São Joaquim, que corta a avenida Júlio César e é um dos campeões de reclamações, e o canal da Visconde de Inhaúma. Atualmente, há em Belém cerca de 150 pontos críticos de descarga irregular.

VER-O-PESO
Na feira do Ver-o-Peso, onde a limpeza tem sido monitorada pela Central de Fiscalização Eletrônica da Sesan desde janeiro, as opiniões se dividem e, embora a Prefeitura tenha colocado cerca de 36 contêineres para coleta dos resíduos, um passeio rápido revela o lixo pelos cantos.

“Não tem jeito, a fiscalização não pode ser apenas por vídeo. Tem que ter fiscal aqui direto. Tem tambor para colocar o lixo, mas o pessoal prefere jogar no chão. Às vezes, a equipe de limpeza acabou de passar e os outros sujam atrás. Infelizmente, só vai resolver quando quem for pego sujando for suspenso”, opina seu Emílio Evangelista, que trabalha no local há 25 anos.
Com ele também concorda Júlia Santos, professora. “Essa ideia de monitorar é boa, mas não resolve porque o que falta é uma política de conscientização do cidadão”, aposta.

Já o autônomo Jeferson Ataíde que frequenta a feira com frequência aposta na ação municipal, para ele o poder público mostra ação e incentiva as pessoas a manterem o ambiente mais limpo. “Eu percebo a feira mais limpa de uns tempos para cá. Acho que com o monitoramento as pessoas ficam mais inibidas e não jogam o lixo no lugar errado”, compreende. (Diário do Pará)

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