Nem a chuva desanimou os foliões da Ilha de Mosqueiro ontem. Durante a tarde, os blocos de carnaval saíram para animar as ruas da Vila. Mais cedo, quem quis curtir a praia aproveitou o sol forte. E não tem tempo ruim para os brincantes, que se divertiram em qualquer clima.
O maior movimento se concentrou nas praias do Farol e do Chapéu Virado. Até ontem, o Corpo de Bombeiros registrou nove ocorrências nas 11 praias da ilha, entre princípios de afogamentos e acidentes com animais marinhos, mas nenhum com maior gravidade.
Mesmo com o fim do feriadão na porta, muita gente ainda optou por permanecer na ilha ontem. Caso da comerciária Nazaré Amaral, que só volta para Belém amanhã - tudo para aproveitar o carnaval até o último instante. “Já entrei em dois blocos.
Desde sexta-feira, venho para a praia, faço tudo, vim para aproveitar o carnaval!”, conta.
A família do aposentado Edson Ramos também estava curtindo o banho nas praias de Mosqueiro. “Trouxe os netos e viemos para a praia porque esse feriado é grande. Talvez a gente entre num bloco mais tarde”, afirma.
Os blocos de rua saíram apenas no final da tarde, mas desde cedo era possível encontrar foliões fantasiados que não desperdiçam tempo quando o assunto é pular o carnaval. Uma empregada doméstica, uma motoqueira e uma nega maluca. As fantasias viraram atrações na orla da praia do Farol. As fantasiadas, Graciela Santos, Aldenora Alho e Joana Rosa, esbanjavam animação. “Há cinco anos nos montamos assim e saímos no carnaval para nos divertirmos. A gente não bebe, mas também não vale nada”, conta, rindo, Aldenora.
Por volta das 15h, começou a chover na ilha. Mas nem mesmo a chuva forte impediu os blocos de irem para as ruas ou desanimou os foliões. O bloco do Siri Pelado sai há seis anos no carnaval de Mosqueiro. Reginaldo Silva é um dos brincantes e garante animação. “Não somos muitos, mas temos energia. Vamos até o Murubira nessa folia”, revela.
Já o Blokú no Pikadeiro passeou com direito a ritmistas na bateria e puxador de samba-enredo. Rony Viana, de 12 anos, participou do bloco devidamente uniformizado com o abadá. “Eu gosto de brincar com eles, é sempre divertido”, afirma.
SOM ALTO
Enquanto os blocos animavam o carnaval de Mosqueiro, na orla da praia do Murubira era difícil saber que música escutar. Muitos banhistas ligavam os aparelhos de som dos carros no último volume, e perpetuaram a poluição sonora da praia.(Diário do Pará)
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