Maniçoba, tacacá e pato no tucupi. A culinária paraense cheia de exotismo e autenticidade será destaque na quarta fase do projeto Orgulho do Pará, que será realizado do dia 4 de março até 1º de abril. Esta fase que abordará os perigos e prazeres dessa mistura típica dos pratos consumidos no Pará e têm como tema "Pará de todos os gostos, todos os sabores", será lançada neste domingo (26). No próximo dia 31 o projeto realizará uma feira gastrônomica no shopping Pátio Belém.
Com origem predominantemente indígena, os paraenses levam também a influência acentuada dos africanos e portugueses para a mesa. A mistura que resultou na cozinha paraense é percebida nos ingredientes, no modo de preparo e de consumo. Além da diferença racial, as classes sociais também determinavam o modo como cada ingrediente era preparado e consumido.
A maneira de como os pratos são preparados também será destacado nesta fase do Orgulho. A maniçoba, por exemplo, precisa cozinhar sete dias se não pode matar; o tucupi, presente nos três pratos, também deve ser bem cozido, pois é veneno. Além disso, as lendas sobre a culinária também são muito ricas.
DOCES
O historiador Aldrin Figueiredo disse que o Pará foi o Estado que popularizou doces com massa folhada, receita trazida pelos portugueses, devidamente regionalizada a partir dos recheios com ingredientes locais como o cupuaçu e o camarão. No Pará, a iguaria europeia, normalmente consumida apenas em docerias de alto padrão, pode ser encontrada em pastéis folhados e orelhas nas padarias e barracas de rua da cidade. (DOL)
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