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Liberados corpos de vítimas de Cametá

O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves concluiu ontem a perícia para identificação das vítimas do acidente aéreo ocorrido na última quinta-feira, no município de Cametá, região nordeste do Estado. No meio da tarde, familiares dos vigilantes da Pro

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O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves concluiu ontem a perícia para identificação das vítimas do acidente aéreo ocorrido na última quinta-feira, no município de Cametá, região nordeste do Estado. No meio da tarde, familiares dos vigilantes da Prosegur, Beminedson Monteiro Barbosa e Antônio Maria da Cunha, estiveram no CPC para liberação dos corpos. O Renato Chaves informou que os parentes das duas outras vítimas, o piloto Eduardo Silva Campos e o co-piloto Carlos Eduardo Broca, deverão fazer a liberação dos corpos hoje e amanhã.

A identificação das vítimas só foi possível através de análises de DNA. Amostras de sangue dos parentes mais próximos das quatro vítimas foram coletadas e serviram como base para o cruzamento de informações genéticas. De dois dos corpos, foi possível retirar sangue para realização de exames. Nos demais, o material biológico utilizado foi um dente, músculos e cartilagens. O prazo dado pelo CPC Renato Chaves para entrega dos resultados era de 15 dias, mas os trabalhos foram finalizados em apenas seis. “Trabalhamos com um prazo maior porque a situação de carbonização dos corpos poderia exigir a utilização de várias técnicas. Em respeito às famílias, dedicamos cinco peritos para atuar exclusivamente nesse caso e assim conseguimos diminuir o tempo de resposta”, disse Orlando Salgado Gouvêa, diretor geral do CPC Renato Chaves.

Do lado de fora, Wellinton Corrêa aguardava ansioso a liberação do corpo do compadre, o vigilante Beminedson Monteiro. “Agora acabou essa agonia. A família está arrasada. Tudo que queremos nesse momento é poder nos despedir em paz”, disse. Enquanto a esposa da vítima e um irmão cumpriam os procedimentos no CPC, os pais e amigos do segurança aguardavam para o velório na Capela de Aparecida, bairro da Pedreira.

O corpo de Antônio Maria da Cunha, companheiro de trabalho de Beminedson, demorou um pouco mais para ser liberado. Além do irmão, André Cunha, era necessária a presença de mais um familiar de primeiro grau da vítima para a liberação. “Estamos agora indo buscar um parente para fazer a liberação. Somos de Muaná, o corpo vai para lá para ser sepultado. A empresa está prestando toda a assistência que precisamos”, contou André, entrando em um veículo da Prosegur para trazer um parente da ilha do Combu.

O irmão do comandante Carlos Eduardo Broca, outra vítima, vem do Rio de Janeiro fazer a liberação do corpo. Ele esteve no Instituto de Criminalística doando sangue para a identificação e voltou ao Rio, onde mora com a mãe, que pela idade não poderá fazer a viagem até Belém. Segundo o CPC Renato Chaves, como são os únicos ascendentes da vítima, ele deverá trazer uma procuração da mãe autorizando a saída do corpo.

RECLAMAÇÃO

Visivelmente abalado, Bemieriton Monteiro, irmão de Beminedson, fez queixas contra a Norte Jet, proprietária da aeronave envolvida no acidente. Segundo ele, a empresa não estaria prestando a assistência a que a família tem direito. Ele voltou a dizer que o irmão teria reclamado de problemas no avião. “A única resposta que temos é da Prosegur, que está nos acompanhando em tudo. A empresa aérea até agora não nos procurou. Ao chegar de uma das viagens, meu irmão chorou na cabeceira da mesa dizendo que Nossa Senhora tinha o livrado do pior, porque a hélice de um avião da mesma empresa tinha parado. Nunca imaginei que isso fosse terminar assim”, disse Bemieriton.

Na ocasião do acidente, a Norte Jet negou que a aeronave tivesse apresentado algum problema mecânico, informando que ela havia voado apenas 56 horas das 2 mil liberadas após a última manutenção. Sobre a possível ausência em relação ao apoio aos familiares do vigilante, o diretor de operações da empresa, Haroldo Canizo, informou que é natural que a Prosegur acompanhe os familiares de seus funcionários mais de perto, mas negou que a Norte Jet tenha dado as costas aos familiares dos vigilantes. “Estamos de portas abertas para atender qualquer demanda dos familiares. Além de sermos obrigados por lei a prestar assistência, faz parte do manual da empresa. A Prosegur tem nosso contato direto e os familiares que sentirem necessidade podem nos procurar. Nós não negaremos assistência”, enfatizou. (Diário do Pará)

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