“Pedir um teste de Aids não pode ser visto como uma desconfiança, mas sim como uma forma de cuidar de mim e do meu companheiro", afirma Eunice Gemaque, 50 anos. Ela e seu companheiro, Antônio Gomes, 55 anos, fizeram juntos, pela primeira vez, o teste para HIV, na manhã desta quarta-feira, 29, durante as atividades da Caravana do Pro Paz Cidadania Presença Viva, que está no município de Muaná.
O que tem chamado a atenção do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) é que a faixa etária da população que tem procurado pelo teste é variada. Desde adolescentes até idosos, homens e mulheres e os homosexuais. “Eu nem sabia que o teste era assim, tão simples. Tinha medo de fazer. Só vim porque a minha companheira pediu”, conta Antônio. O casal saiu satisfeito, após o teste dos dois ter dado negativo.
Em menos de duas horas de atendimento, no primeiro dia da caravana em Muaná, foram realizados mais de 40 testes rápidos de HIV, cujo resultado sai em 15 minutos. “Estamos satisfeitos com o interesse que a população tem demonstrado em saber se é portadora ou não do vírus”, enfatiza Jane Durans, diretora da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas Parasitárias Especiais (URE-Dipe) da Sespa. Até agora, o índice de resultados positivos foi considerado normal. No município de Ponta de Pedras, por exemplo, dos mais de 300 testes feitos, apenas 3 deram positivos. Em Muaná, até agora, todos foram negativos.
Os casos de pacientes confirmados são encaminhados para a URE-Dipe em Belém, para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível. “Os casos que detectamos em Ponta de Pedras já foram encaminhados. Nós estamos aqui para identificar, orientar e dar suporte para que o tratamento ocorra da melhor forma possível”, diz Jane. Dados da Sespa mostram que em 2011, o município da região do Marajó que mais registrou casos da doença foi Breves, com 4 casos, seguido de Salvaterra e Anajás, ambos com 2 casos e Ponta de Pedras, com 1 caso. (Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar