O promotor de justiça Nilton Gurjão das Chagas, que atua na área de Urbanismo, Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural de Belém, capital paraense, discutiu na manhã desta sexta-feira (2) as informações contidas no procedimento que apura os danos causados ao palacete “Vitor Maria da Silva”, conhecido popularmente como “Casarão da Praça Ferro de Engomar”, localizado na Avenida Presidente Pernambuco, 204, no bairro Batista Campos.
A reunião aconteceu no prédio anexo I do Ministério Público do Estado. Participaram o procurador do proprietário do imóvel, Antogus Nascimento Simões, seus advogados e a integrante do Grupo de Trabalho Interdisciplinar do MPE Maylôr Lédo. Na ocasião Antogus Simões informou que o imóvel será uma fundação da Loja Esplanada e o projeto de restauração está em fase de previsão orçamentária.
O MPE foi acionado investigar os danos causados ao casarão, cuja construção data do século XIX. Há cerca de um ano, o palacete foi comprado pelo presidente do Grupo Ponte e Simão e Cia. Ltda. (ou seja, o Grupo Esplanada), Francisco Wellington Pontes de Souza.
HISTÓRIA - O palacete leva o nome do engenheiro Vítor Maria da Silva, que foi secretário de Obras no Governo de Augusto Montenegro e participou de importantes obras em Belém, no final do século XIX e início do século XX, como a reforma do Palácio Lauro Sodré, atual sede do Museu Histórico do Estado do Pará, e de reforma da mais importante casa de espetáculos da capital paraense, o Theatro do Paz. (As informações são do MPE)
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