O senador Mário Couto (PSDB-PA), que teve seus bens bloqueados pela Justiça do Pará por suposta participação em fraudes na Assembleia Legislativa do Estado, proferiu hoje (6) discurso no Senado criticando os gastos do governo federal, que para ele deveriam dar prioridade à saúde, à educação e à segurança pública.
Durante pronunciamento, ele criticou o desperdício de recursos públicos e citou matéria do jornal O Globo, de 14 de dezembro do ano passado, que mostra que a violência matou 1,1 milhão de brasileiros nos últimos 30 anos. Diante disso, Mário Couto considerou grave o fato de o governo cortar verbas que seriam destinadas à segurança.
Mário Couto disse ainda que os jornais mostram que a Petrobras está criando mais um cargo de diretoria, para alguém “que não vai fazer nada”. Segundo o senador, uma faixa presidencial custa R$ 50 mil e os gastos recentes com festas no Palácio do Planalto somam R$ 54 milhões. "Quantos morrem sem hospital e o governo corta R$ 7 bilhões da saúde? Por que ela [Dilma] não cortou metade dos gastos com uísque e salgadinho do Palácio do Planalto? Ô, presidente Dilma, não foi pra isso que o brasileiro lhe colocou no poder. Lamentavelmente, vossa excelência mentiu para o povo brasileiro", criticou.
No Pará além do senador, que foi presidente da casa legislativa no período de 2003 a 2007, mais 15 pessoas foram notificadas para apresentar defesa acerca das acusações de favorecimento ilícito da falsificação da folha de pagamento e da contratação irregular de servidores no órgão. Os investigados tiveram os bens acautelados, o que impede eventuais vendas ou transferências. Todos têm o prazo de 15 dias para apresentar defesa.
(DOL com informações da Agência Senado)
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