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Prevenção é a principal arma contra doenças renais

O corre-corre do mercado do Ver-o-Peso, em Belém, era a principal desculpa para o feirante José Luis Pedreira, 56, adiar suas visitas ao médico. Ontem, ele não teve mais como se esquivar. Um batalhão de aproximadamente 200 médicos, enfermeiros e agentes d

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O corre-corre do mercado do Ver-o-Peso, em Belém, era a principal desculpa para o feirante José Luis Pedreira, 56, adiar suas visitas ao médico. Ontem, ele não teve mais como se esquivar. Um batalhão de aproximadamente 200 médicos, enfermeiros e agentes de saúde foi até o cartão postal promover uma programação referente ao Dia do Rim. “Doutor falou que está tudo normal, só a pressão que está um pouquinho alta. Ele falou para cuidar da alimentação e tentar fazer algum exercício. Vou tentar mudar os meus hábitos, a idade chegou, a gente vai ficando acomodado, ganha barriga. Que bom que os médicos vieram aqui para dar esse toque”, conta o vendedor.

Comemorado há seis anos, o Dia Mundial do Rim é sempre celebrado na segunda quinta-feira de março e coincidiu, em 2012, com o Dia Internacional da Mulher. A campanha, cujo lema é “Rins em defesa da vida”, foi organizada pela Sociedade Paraense de Nefrologia (SBN), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e Escola Superior da Amazônia (Esamaz).

Existem aproximadamente de 90 mil brasileiros afetados pela doença renal crônica, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia. No Pará, existem duas mil pessoas fazendo hemodiálise e 400 transplantadas.

“Nos últimos seis anos, esse número mais que duplicou. Eram 900 doentes renais crônicos em 2007”, informa o médico nefrologista e presidente da SBN, Luis Cláudio Pinto. “A tendência é que o número cresça, a partir de estimativas de aumento de doenças como diabetes e hipertensão”, afirma.

A progressão da falência dos rins é quase imperceptível, sem qualquer tipo de dor ou outro sintoma de fácil identificação. Quando os sintomas surgem, geralmente os rins estão danificados. Em casos mais graves, isso exige o tratamento por meio de diálise, técnica pela qual o sangue é fluído para fora do organismo e filtrado pela máquina, para ser reposto no corpo novamente.

“Por isso são importantes ações preventivas como essa. A maioria nem sequer sabe da doença”, diz a secretária adjuda de Saúde, Rosemary Góes.

A ação ofertou exames de aferição de pressão arterial, para detecção de hipertensos; medição de glicemia digital, para investigação de pacientes com suspeita de diabetes, e avaliação de risco cardiovascular por meio de medidas antropométricas - altura, peso, cintura e quadril.

As enfermidades associadas mais comuns são diabetes e hipertensão. Quando não controlados, os dois problemas danificam os vasos sanguíneos, o que é especialmente prejudicial no caso do rim, órgão filtrador.

“Os fatores de risco são hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso e histórico familiar. Pacientes acima de 50 anos ou que já tiveram pedras no rim também devem manter os exames em dia”, informa o presidente da SBN. (Diário do Pará)

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