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Combate à dengue conta com nova tecnologia

Um dispositivo que funciona com energia solar, sem nenhuma substância contaminante, capaz de impedir que as larvas do mosquito Aedes aegypti completem seu desenvolvimento, é uma tecnologia criada para o controle da dengue. O dispositivo foi apresentado na

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Um dispositivo que funciona com energia solar, sem nenhuma substância contaminante, capaz de impedir que as larvas do mosquito Aedes aegypti completem seu desenvolvimento, é uma tecnologia criada para o controle da dengue. O dispositivo foi apresentado na sexta-feira (16), ao secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, ao diretor do Departamento de Controle de Endemias, Bernardo Cardoso, e à diretora de Vigilância à Saúde, Rosiana Nobre.

A apresentação foi feita pelo pesquisador Bruce Alexander, diretor da Xeroshield, empresa localizada em Roslin, no Reino Unido, que trabalha no ramo de biotecnologia, desenvolvendo produtos com métodos inovadores de controle de pragas e insetos.

A nova ferramenta pode ser utilizada em piscinas, barris, tanques e caixas d’água. Segundo Bruce Alexander, a ideia é oferecer alternativas que ajudam a solucionar o problema da dengue, sem uso de inseticidas químicos convencionais.

“Atualmente é utilizado inseticida no controle das larvas. Isso contamina a água usada para beber e cozinhar. Os mosquitos expostos a esses produtos químicos estão rapidamente se tornando resistentes. A cédula tem ação que impede que a larva do Aedes aegypti chegue à superfície para respirar”, informou.

Durante a reunião foi discutida uma possível parceria com o Estado, para que o projeto possa ser testado no Pará. Segundo Helio Franco, novos métodos para o controle de vetores são sempre bem vindos, pois ampliam as ações já realizadas no Estado. “Qualquer coisa em termos de criatividade serve para evitar a propagação de doenças causadas por vetores. O mais importante é que não tem substância química”, ressaltou.

Para Bernardo Cardoso, este é mais um instrumento que poderá ajudar nas ações de combate à doença. “Temos interesse em testar, para saber se atende as nossas necessidades”, concluiu. (Agência Pará)



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