Em edição recente do periódico britânico Journal of Asthma (Jornal da Asma), pesquisadores destacaram que os alérgenos – substâncias ambientais ou alimentares – são importantes gatilhos para a asma, contudo, isto não significa que todos os asmáticos sejam alérgicos. O estudo publicado foi realizado a partir da revisão das características clínicas de crianças com asma alérgica e asma não alérgica, com base na resposta a testes cutâneos para identificar uma combinação de características que distinguissem as duas formas da asma.
Assim, os registros médicos de 321 crianças submetidas a testes cutâneos de alergia foram revisados e os dados demográficos e clínicos comparados entre os pacientes alérgicos e não alérgicos. O resultado, porém, não identificou quaisquer combinações que pudessem distinguir de forma eficiente e confiável a asma alérgica da asma não alérgica em crianças.
Contudo, a médica assistente da Clínica de Medicina Preventiva do Pará (Climep), Viviane Jacob, orienta que “todas as crianças com asma devem ser submetidas aos testes de alergia para identificar os possíveis gatilhos e evitar a aplicação de medicamentos e medidas de controle desnecessárias para o tratamento”.
Ainda sobre o estudo, cerca de dois terços dos registros de crianças asmáticas tinham pelo menos um teste cutâneo positivo. Estes pacientes, inclusive, eram os mais propensos a desenvolver um histórico de eczema (dermatose inflamatória), porém, os resultados foram considerados insignificantes.
Entre os pacientes asmáticos alérgicos, o número de testes cutâneos positivos e a sensibilidade alérgica não se correlacionaram com a idade de princípio da asma ou de sua agravação. Além disso, também não foram detectadas diferenças entre os pacientes com histórico familiar de asma, sexo, obesidade ou exposição ao tabaco em ambiente doméstico. (As informações são da Climep)
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