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Ações e seminários previnem contra a tuberculose

Com o objetivo de mostrar que até 85% das pessoas que se submetem ao tratamento da doença podem ser curadas se o diagnóstico for precoce e correto, além de obedecer as recomendações médicas e seguir o tratamento até o fim, será realizado o “II Seminário T

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Com o objetivo de mostrar que até 85% das pessoas que se submetem ao tratamento da doença podem ser curadas se o diagnóstico for precoce e correto, além de obedecer as recomendações médicas e seguir o tratamento até o fim, será realizado o “II Seminário Tuberculose: Conhecer para Controlar”, que acontecerá nesta sexta-feira, 23, no auditório da Polícia Civil, em Belém. O evento é alusivo ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24 de março) e terá continuidade no domingo, 25, com ações na Praça da República, em parceria com o Comitê Metropolitano de Controle da Tuberculose.

Nos dois momentos serão divulgada informações simples destinadas a todos os públicos sobre o que é a tuberculose, como é transmitida, quais os principais sinais e sintomas, como é feito o diagnóstico, o tratamento e, principalmente, quais os métodos de prevenção dessa doença, que ainda mata 2,6% do total de acometidos por ela. O Pará registra uma média de aproximadamente 3.300 novos casos de tuberculose por ano e possui sete municípios prioritários para o controle da tuberculose pelo Ministério da Saúde: Abaetetuba, Ananindeua, Belém, Bragança, Castanhal, Marituba e Santarém, inseridos em uma lista de 181 municípios em todo o Brasil.

Em 2011 foram registrados 3.637 casos novos de todas as formas de Tuberculose no Estado, que por sua vez vem mantendo ao longo dos últimos anos uma média de cura de 73% e abandono de tratamento em torno de 10%, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

O Pará ocupa, atualmente, o 3º lugar em incidência no país, com uma taxa de 47,9/100.000hab, configurando-se como área endêmica, ou seja, apresentando casos durante todo o ano e independente de qualquer fator externo.

A mortalidade no Pará em 2010 foi de 2,2 óbitos/100.000 hab, menor que a taxa nacional, que é de 2,4 óbitos/100.000 hab, comprovando que o poder de letalidade da doença quando os casos são diagnosticados tardiamente. Causada pelo microorganismo Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose afeta pulmões, ossos, rins e meninges. Entre os sintomas estão tosse seca e contínua, tosse com pus ou sangue no catarro, febre baixa, suores noturnos, fraqueza, cansaço, perda de peso, dificuldade para respirar e dor no peito.

Se esses sintomas persistirem por mais de 15 dias é indicado procurar ajuda especializada.

Atualmente a doença vem sendo prevenida com o uso da vacina BCG, aplicada ainda no primeiro mês de vida. Uma medida do Governo Federal estendeu a vacinação até os 19 anos, desde o ano de 2011.

Ainda assim, a recomendação é que ao suspeitar de tuberculose, qualquer pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência para realizar o exame por escarro, que é o primeiro a ser solicitado pelos médicos em suspeita de tuberculose. O tratamento é gratuito, dura cerca de seis meses e é mantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (DOL com informações da Secretaria Estadual de Saúde)

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