O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor/Pa) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), um ato público em repúdio ao vereador Gervásio Morgado (PR), em frente à Câmara Municipal de Belém (CMB). Após o movimento, os participantes foram até o plenário da casa para protestar. O vereador não estava presente na sessão.
O movimento, que contou com a presença de jornalistas, blogueiros e militantes de redes sociais, foi motivado por conta da liminar conseguida por Morgado na semana passada, que impede que a jornalista Franssinete Florenzano publique o nome ou apelido do vereador em seu blog. A decisão foi tomada pelo juiz Miguel Lima de Reis Júnior, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal do Idoso.
Para os presentes no ato, esta é uma luta pelo livre exercício da profissão e da liberdade de imprensa. “O objetivo deste ato é mostrar que a sociedade está repudiando o ato de todo e qualquer ente público que queira cercear a liberdade de imprensa”, afirmou Sheila Faro, presidente do Sinjor.
Alguns vereadores, como Marquinho do PT, Otávio Pinheiro e Abel Loureiro prestaram solidariedade à causa. “Não se pode usar da força que tem para prejudicar uma classe, um segmento da sociedade que é fundamental. A liberdade de imprensa é fundamental e deve ser preservada”, disse Loureiro.
Franssinete Florenzano vai contestar a decisão judicial e preparar uma representação ao Ministério Público Federal. “Cumpri a liminar senão teria que pagar uma multa de R$5 mil por dia, mas vou contestar a decisão e espero que seja revertida. Estou também preparando uma representação ao MPF pedindo uma audiência com o procurador Daniel Avelino, para pedir a cassação do mandato por quebra de conduta e decoro parlamentar (...). Precisamos de um parlamento digno, honrado, que respeite a liberdade de expressão”.
O vereador foi procurado na CMB mas não foi encontrado. Por telefone, Morgado informou que não poderia dar uma declaração sobre o ato e que o caso está na Justiça. “É um direito que cabe a qualquer um fazer reclamação. A sentença do juiz tem que ser cumprida, o que cabe é recorrer”, disse. (Diário do Pará)
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