A paralisação dos médicos anestesiologistas que prestam serviço para a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) não deve prejudicar a população, segundo informou a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Estado do Pará (Coopanest-PA), nesta quinta-feira (22).
Na última segunda-feira, os médicos cooperados suspenderam o atendimento de cirurgias eletivas para os pacientes atendidos pelo SUS, nos hospitais ligados à prefeitura. No entanto, de acordo com a Coopanest-PA , a Sesma possui anestesiologistas em seu quadro fixo e, por isso, a população não depende exclusivamente dos serviços da cooperativa. “A paralisação não interrompeu o serviço de anestesiologistas na saúde municipal”, informou o setor jurídico da Coopanest-PA.
Atualmente, 204 médicos estão associados, dos quais cerca de 90% trabalham para a prefeitura. Os anestesiologistas querem um reajuste de 200% nos valores pagos por cirurgia, a exemplo do acordo feito entre a prefeitura e o Estado para o aumento dos ortopedistas.
A suspensão das atividades é um protesto pela regularização de pagamentos. Segundo diretor superintendente da cooperativa, Mariano Macedo, os anestesiologistas estão sem receber há meses e há 22 anos sem reajustes nos valores pagos por cirurgias, que variam hoje entre R$ 25 e até R$ 11. “Eles (Sesma) foram avisados, demos um prazo de 30 dias para se prepararem”, disse o diretor.
Contudo, a população ainda pode ser afetada se a paralisação chegar novamente aos setores de urgência e emergência, caso a Sesma não atenda em breve as expectativas dos cooperados, quanto ao pagamento dos atrasados e as negociações de aumento.
EM RESPOSTA
Em nota oficial a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) declarou que “atualmente o município de Belém arca sozinho com o pagamento da tabela do Sistema Único de Saúde para os anestesiologistas”. A secretaria destacou ainda que “este pagamento está em dia”. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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