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Iniciativas diminuem desperdício de água

A indústria é a segunda maior consumidora de água doce no mundo, segundo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. No Brasil, cujo território possui a maior reserva de água doce do planeta, o consumo desta substância pelas indústrias responde por 7% do co

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A indústria é a segunda maior consumidora de água doce no mundo, segundo o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. No Brasil, cujo território possui a maior reserva de água doce do planeta, o consumo desta substância pelas indústrias responde por 7% do consumo nacional, segundo a Agência Nacional de Águas.

A Hydro Alunorte, refinaria de alumina localizada em Barcarena, consome 1.500 m³/hora de água dos poços de abastecimento da empresa para fins industriais. A água, segundo Afonso Lobato, da Gerência de Tratamento de Água e Efluentes da empresa, é um insumo indispensável para a produção da alumina. A principal preocupação da empresa, hoje, é deixar de extrair este recurso da natureza para processos industriais.

O engenheiro explica que uma parte da água captada é absorvida pela produção e a outra, o efluente industrial – que é gerado pela extração de substâncias presentes no componente sólido e pela drenagem das bacias do Depósito de Rejeitos Sólidos (DRS) – é tratada para ser devolvida ao meio ambiente sem causar danos ambientais.

Desde outubro do ano passado, a empresa começou a substituir parte da água captada nos poços por efluente tratado para a limpeza de ruas e pilhas de lama da planta industrial. No futuro, espera-se reutilizar este efluente em processos industriais, o que reduziria em quase setenta por cento a captação de água.

Segundo Afonso, a previsão é de que, em dois anos, a Hydro Alunorte reutilize todo o descarte de efluente tratado, diminuindo a captação de água dos postos para 500 m³ por hora, apenas um terço do valor retirado hoje. “Reaproveitando o que é descartado, captamos o mínimo possível de água dos poços. Após o refino, em vez de tratar a água e descartá-la, nós vamos reutilizá-la. O projeto tem um retorno socioambiental grandioso”, explica Afonso.

Para José Almir Rodrigues, sanitarista da Universidade Federal do Pará, este projeto é vantajoso para todo mundo, tanto para a empresa quanto para a sociedade, já que é uma iniciativa ecologicamente correta. “Toda indústria consome uma determinada quantidade de energia elétrica. Imagina quanto uma bomba de captação de água de poços utiliza de energia diariamente. Com o projeto, haverá uma queda significativa no setor energético. Além de reduzir a captação de água das mananciais. Não são todas as indústrias que se preocupam com este problema”, complementa.

Reaproveitamento garante economia
Na Mina de Bauxita de Juruti, empreendimento mineral da Alcoa no Oeste do Estado, mais de 80% da água utilizada no processo de beneficiamento do minério é reciclada.

Durante o beneficiamento, que basicamente é a lavagem da bauxita, separando a argila do minério, a água usada no processo é direcionada para a reciclagem num grande reservatório, onde o próprio peso da lama naturalmente separa e expõe na superfície a água que volta para o processo. Uma draga transfere a lama do fundo para outro reservatório, garantindo que uma proporção viável entre lama e água para reciclagem. Um método simples e sustentável. “O sistema é tão bem sucedido que no último mês de janeiro, quase 87% da água utilizada no processo veio do reaproveitamento, havendo necessidade de captar apenas 13% de toda a água necessária ao processo de lavagem”, explica Edailson Bastos, supervisor de captação da Alcoa.

Outra empresa que investe no reaproveitamento é a Imerys. Na mineradora de caulim também instalada em Barcarena e Ipixuna do Pará, a melhoria contínua do desempenho ambiental e do desenvolvimento sustentável é compromisso. A empresa conta com uma equipe de meio ambiente 24hs por dia, monitorando todos os processos que possam interferir direta ou indiretamente no meio ambiente. E o cuidado com a água não fica de fora.

A empresa dispõe de bacias de contenção que funcionam como se fossem açudes, necessários ao fornecimento de água. Nessas bacias ficam depositadas, principalmente, água e pequenas quantidades de caulim não aproveitado. Enquanto o caulim vai para o fundo, o líquido, que fica acima, é bombeado para ser usado novamente no processo.

Hoje 85% da água utilizada no processo produtivo da empresa são reaproveitadas e vêm das bacias de rejeitos. “Esse reaproveitamento é um ganho ambiental importante e assegura o uso sustentável dos recursos hídricos, possibilitando que gerações futuras possam ter garantia de uso-fruto", ressalta Fillipe Toledo, Coordenador de Meio Ambiente. “Importante dizer, ainda, que o caulim sedimentado nas bacias é reutilizado no processo”, finaliza.
(Ascom Imerys/Alunorte/ Alcoa)

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