O Brasil é um país privilegiado no que diz respeito a recursos hídricos. Tem cerca de 14% de toda a água doce que circula pela superfície da Terra e cerca de 80% da água disponível está na Bacia Amazônica. Mesmo com tanta abundância, no dia mundial de água, comemorado hoje (21), alguns paraenses ainda sofrem com a falta do recurso em casa.
As reclamações são muitas. Segundo os moradores da Pratinha, por exemplo, a qualidade da água no bairro é ruim. Nas torneiras,a água cai em tons amarelados e com odor de ferrugem.
Na Cidade Nova I, o problema se repete. “Todos os dias pela manhã, quando abro a torneia pela primeira vez, tenho que deixar a água cair por pelo menos 15 minutos, pois o primeiro jato é só ferrugem, parece Coca-Cola”, afirma a dona de casa Sônia Maria, moradora da Cidade Nova I, em Ananindeua.
Outro problema relatado e a insuficiência do abastecimento, o que impede que as atividades diárias como lavar roupa e louças, além de cozinhar. É o que acontece no bairro da Pedreira. A estudante Luana Taveira, que mora na travessa Mariz e Barros entre Pedro Miranda e Marquês, afirma que na residência dela falta água pelo menos três vezes por semana. “Às vezes dá 21h e a água acaba. A Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) não avisa nem nada. Eu canso de chegar em casa e não ter água", desabafa a estudante.
O Diário Online tenta contato com a Cosanpa.
(DOL)
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