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Chuvas deixam estradas intrafegáveis

Todos os anos, as chuvas e as enchentes e, por consequência, a piora nas condições das estradas, são problemas típicos que incidem sobre o interior paraense. Em Marabá, a cheia do Rio Tocantins atingiu 482 famílias este ano e os buracos nas rodovias, que

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Todos os anos, as chuvas e as enchentes e, por consequência, a piora nas condições das estradas, são problemas típicos que incidem sobre o interior paraense. Em Marabá, a cheia do Rio Tocantins atingiu 482 famílias este ano e os buracos nas rodovias, que já têm dimensões fatais, nesse período se multiplicam e ficam ainda maiores.

Duas das piores rodovias da região sul/sudeste, a PA-287 e a BR-155, acabam de ter edital para licitação de recuperação total publicado, mas até a conclusão das obras, a população que trafega pelas rodovias ainda tem muito que penar.

A recuperação da PA-287, com extensão de 100 km, está orçada em R$ 30 milhões, enquanto que na BR-155 serão investidos mais de R$ 100 milhões no trecho de 344 Km entre Marabá e Redenção.

A Transamazônica (BR-230) é outro exemplo emblemático, pois desde sua implantação, nos anos de 1970, nunca foi asfaltada (na maioria dos trechos) e com as chuvas, algumas comunidades que vivem ao longo da rodovia ficam literalmente isoladas, inclusive com restrições de alimento e gasolina, que não chegam às cidades porque os atoleiros paralisam desde carros pequenos a caminhões de carga, que levam até um dia inteiro para fazer um percurso que fora do período chuvoso é feito em cerca de cinco horas, por exemplo.

Este ano, segundo a unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e de Transporte (DNIT), em Marabá, o trecho entre Marabá e Novo Repartimento está trafegável, mas o perímetro a partir de Altamira está crítico. O município ficou praticamente isolado esta semana.

O prefeito de Pacajá, Edmir José da Silva, denuncia que com a estrada nessas condições, o preço do cimento aumenta, alimentos como verdura, frutas e legumes ficam escassos, a saída de carga de bois é dificultada “e até pessoas doentes que necessitam de atenção especializada ficam impossibilitadas de ter acesso aos centros maiores”.

O responsável pela unidade do DNIT em Marabá, Enilson Vieira Rocha, disse à reportagem que a pavimentação asfáltica da Transamazônica aguarda licitação e que provavelmente as obras têm início ainda este ano.

INVESTIMENTOS

O secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, Davi Leal, apresentou em Marabá o cronograma de investimentos em infraestrutura nesta região. Alguns desses investimentos ainda são apenas projetos, outros estão em fase de licitação e uma minoria em andamento.

Para o asfaltamento da PA-150 estão previstos R$ 575 mil, distribuídos entre os trechos de Moju/Tailândia e Tailândia/Goianésia (que ainda estão em fase de projeto) e Goianésia/Marabá, cuja licitação deve ser aberta em abril.

Para a pavimentação da PA-279, no trecho entre o Rio Carapanã e São Felix do Xingu (50 Km), a licitação de R$ 35.43 milhões também será aberta em abril.

Na mesma rodovia, já está em andamento a recuperação de 145 km no trecho entre Xinguara/Água Azul do Norte/Ourilândia. Esse trabalho está avaliado em R$ 17 milhões.

No caso da recuperação da PA-275, a licitação de R$ 30 milhões será para o mês de maio. Enquanto isso, a restauração de 100 km do trecho entre Conceição do Araguaia e Redenção, na PA-287, já está aberta a licitação no valor de R$ 32,78 milhões. (Diário do Pará)

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