Em dias de semana, não é difícil nos deparamos com carros em fila dupla na frente de escolas ou veículos estacionados em locais proibidos. Em avenidas movimentadas, como a Nazaré e a Alcindo Cacela, por exemplo, o desrespeito às leis de trânsito é frequente. No entanto, mesmo nos finais de semana, com o fluxo menor de veículos e mais vagas disponíveis para estacionar, ainda há quem não cumpra esta regra básica: parar só onde é permitido.
Ontem, o clássico entre Remo e Paysandu levou milhares de pessoas ao Mangueirão. Devido à chuva, o trânsito no entorno do estádio ficou lento e complicado. Mesmo com agentes de trânsito e policiais fiscalizando e orientando os motoristas, ainda flagramos pessoas fazendo o que não deveriam. Na Rodovia dos Trabalhadores, bem ao lado do Estádio Olímpico, taxistas ignoravam os trinta agentes da CTBel (Companhia de Transportes do Município de Belém) espalhados pelo local e usavam o acostamento como ponto de espera para os passageiros.
Bem no centro de Belém, na Boulevard Castilhos França, onde deveriam ficar taxistas, estavam estacionados carros de passeio. Em frente à Estação das Docas, os motoristas ignoravam o aviso de “é permitido apenas táxis” e estacionavam próximo à esquina entre as ruas Frutuoso Guimarães e Primeiro de Março. A CTBel informa que nos finais de semana o número de agentes e viaturas realizando a fiscalização é reduzido.
De dezembro a fevereiro deste ano, a CTBel registrou um aumento de 15% de multas aplicadas. A grande maioria delas por estacionamento proibido. Carros parados onde não deveriam rendem cerca de R$ 14.600 por dia à companhia de transportes. O diretor da CTBel, Isaías Reis, afirma que a média de apreensão diária varia de 85 a 100 veículos.
Segundo o diretor, o número só não é maior porque há poucas viaturas para cobrir todo perímetro da cidade. Ruas como a Gama Abreu, dos Mundurucus e Nove de Janeiro costumam concentrar os registros de multas e apreensão de veículos. Parar em locais proibidos costuma atrapalhar o trânsito, pela falta de espaço nas vias, e prejudicar pedestres, que acabam sem ter por onde andar.
Mais do que a fiscalização, só a criação de mais vagas e o bom senso dos motoristas podem resolver o problema. Quem ainda assim insistir em parar onde não pode, além da multa, corre o risco de pagar R$ 96 pela remoção e mais R$ 50 para cada dia em que o veículo ficar retido no pátio da CTBel. (Diário do Pará)
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