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Debate e caminhada marcam Dia Mundial do Autismo

No Pará, o Dia Mundial do Autismo – 2 de abril - será marcado com uma programação que inclui o debate sobre o atendimento educacional e a realidade de jovens autistas e suas famílias. A programação começará neste domingo (1º), com a caminhada “Tudo Azul c

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No Pará, o Dia Mundial do Autismo – 2 de abril - será marcado com uma programação que inclui o debate sobre o atendimento educacional e a realidade de jovens autistas e suas famílias. A programação começará neste domingo (1º), com a caminhada “Tudo Azul com Autismo”, promovida pelo Núcleo de Atendimento Educacional Especializado aos Estudantes com Espectro Autista (Natee), da rede estadual de ensino, no bairro do Marco, e prosseguirá na segunda-feira com o Fórum sobre Autismo e Síndrome de Down.

O autismo é caracterizado por aspectos observados no cotidiano, e que muitas vezes indicam uma falha na comunicação e na interatividade com a sociedade. Também podem ser observados comportamentos repetitivos, ou ainda uma falta de interesse por diversas atividades, incluindo as que geralmente chamariam a atenção de crianças e adolescentes.

No Pará, o Natte é vinculado à Coordenação de Educação Especial (Coees) e se tornou referência no Estado ao oferecer atendimento psicopedagógico para cerca de 50 alunos autistas, matriculados na rede pública estadual. A expectativa é ampliar a cobertura desse atendimento.

São realizados, em média, cerca de 600 atendimentos a cada semestre. As famílias também participam de atividades semanais e encontros mensais, para que melhorem a interatividades com as crianças. Para isso, o Natee conta com uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais capacitados e especializados, como pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e professores.

Mudanças - O trabalho é realizado em parceria com o Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), onde os alunos são atendidos em diferentes modalidades esportivas. Segundo a psicóloga Ana Karen Mendes, graças às políticas de inclusão social as famílias estão mudando o comportamento em relação aos filhos portadores de alguma necessidade especial, aumentando a frequência às salas de aula. “O melhor de tudo é que a convivência com outras pessoas melhoram o quadro signitivo. Quanto mais cedo esta criança for inserida no ambiente escolar, mais cedo elas irão se desenvolver em todos os níveis e sentidos”, garantiu a psicóloga.

Para atender alunos autistas, as escolas geralmente não necessitam de espaços adaptados, e sim de uma equipe multidisciplinar capacitada. O professor Reginaldo Cruz, 54 anos, é pai de um jovem atendido pelo Núcleo, e que estuda no ensino regular, na Escola Doutor Freitas. “Hoje meu filho pratica vôlei, toca piano e fala inglês”, disse Reginaldo, destacando a importância de ter descoberto a doença ainda nos primeiros anos de vida e aos estímulos que o filho passou a receber. Ele destacou a importância da escola na mediação entre o filho, a família e a sociedade. “Os pais têm que entender a síndrome, tirar os filhos de casa e colocá-los para interagir com a sociedade”, afirmou. (Agência Pará)

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