O inglês William Henry Fox-Talbot, pioneiro da fotografia e inventor do negativo, é também considerado o autor do primeiro livro fotográfico da História, o “The Pencil of Nature” (O Lápis da Natureza, em tradução livre), escrito em 1835, bem antes do francês André Malraux publicar o seu famoso “Museu Imaginário”, com reproduções fotográficas de peças de vários museus do mundo.
Foi assim, com um panorama histórico do livro fotográfico que o pesquisador da Biblioteca Nacional, Joaquim Marçal, iniciou, ontem à noite, o mini-curso “Introdução à história do livro fotográfico”, promovido pelo III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Instituto de Artes do Pará (IAP). O curso vai até quinta (5), das 18h às 21h.
ontem à noite Joaquim Marçal, que também é Professor de Fotografia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e de pós-graduação em Fotografia da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, diz que o seu objetivo é incentivar os paraenses “a resgatarem essa história que é tão bela da imagem fotográfica no impresso do Pará, os livros fotográficos do Pará, os cartões postais do Pará, a imprensa periódica ilustrada do Pará”. Ele diz que quer instigar os alunos a se voltarem para a investigação desse legado “porque é lá nas origens que está a explicação da fotografia paraense hoje ser o que ela é, ter a pujança que ela tem, a importância que ela tem”. Segundo ele, há muito pouco interesse das pessoas se voltarem para esse acervo e fazer investigação.
Sobre o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, disse que ele já é “uma referência importante em todo o país. É um prêmio ao qual todo o país presta atenção, mesmo porque a fotografia paraense é muito importante, isso é reconhecido”.
O estudante de Artes Plásticas da Universidade Federal do Pará (UFPA), disse que é “muito interessante como ele coloca essa perspectiva do livro fotográfico, ainda mais aqui para o público paraense, que talvez a gente não tenha, na minha visão, uma história sendo contada dessa forma”. Autora de quatro livros de fotografia, a fotógrafa Valda Marques, diz que veio aprender e lamentou a ausência de representantes de gráficas. “É muito interessante como ele fala da fotografia. Isso é uma coisa muito legal, eu não conhecia nada disso, é muito bom”, afirmou. Já o designer Fábio Monteiro, afirmou que o curso “trás novas propostas, sempre atualizando conhecimentos que é o que a gente está precisando”.
Chikaoka
O III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, promove, às 19h da próxima quinta-feira (5), no Museu da UFPA, um bate-papo com o artista convidado, Miguel Chikaoka, sobre o tema Trajetórias do Fotográfico, com mediação de Mariano Klautau Filho e Joaquim Marçal. (Diário do Pará)
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