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Cheia já ameaça cidades do Baixo Amazonas

Apesar das réguas da Agência Nacional das Águas, instaladas no porto da CDP em Santarém, há três dias apontarem uma estabilidade no nível dos rios Tapajós e Amazonas (em 7,50 metros),  as águas começaram a invadir ruas transversais à avenida Tapajós, no c

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Apesar das réguas da Agência Nacional das Águas, instaladas no porto da CDP em Santarém, há três dias apontarem uma estabilidade no nível dos rios Tapajós e Amazonas (em 7,50 metros), as águas começaram a invadir ruas transversais à avenida Tapajós, no centro de Santarém. A travessa Padre João é uma que já não oferece condições de tráfego por causa do alagamento.

A Secretaria Municipal de Trânsito manteve o tráfego na avenida Tapajós apenas em uma pista no trecho entre a praça Tiradentes e o Mercado Modelo.

A pedido dos comerciantes, a prefeitura vem construindo passarelas para permitir a passagem de pedestres entre a avenida Tapajós e o cais de arrimo onde ainda estão ficando atracados os barcos regionais. Mas, o secretário de Infraestrutura, Inácio Corrêa garante que o município está monitorando o movimento das águas e se for preciso, mais equipados serão instalados para drenar a água.

A Coordenação Municipal de Defesa Civil vai concluir o levantamento da situação dos atingidos pela enchente na cinco regiões ribeirinhas do município. Nos últimos dois dias, o trabalho foi feito na região do Lago Grande da Franca, onde a equipe colheu depoimentos dos moradores e fez registros da situação em fotos e vídeo.

Além de Santarém, outras cidades do Baixo Amazonas sentem os efeitos da enchente deste ano que poderá ser a maior dos últimos anos. Em Faro, na divisa com o Estado do Amazonas, as águas do rio Nhamundá já invadiram parte da orla e alguns comerciantes já começam a construir assoalhos e a transferir o local de atendimento.

Em Alter do Chão, o Caribe da Amazônia, a maior preocupação dos moradores é com a baixa no movimento de turistas, por conta do desaparecimento das praias daquele balneário. A água já invadiu a orla da vila e ameaça alcançar os banheiros públicos instalados logo acima. Os moradores também temem possíveis acidentes por causa da rede de iluminação pública enterrada no cais, o que pode provocar curto-circuito. Eles já pediram à Celpa o desligamento do sistema. (DOL, com informações José Ibanês /Santarém)



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