Termina no próximo sábado o prazo para que magistrados, defensores públicos, secretários estaduais e municipais que pretendem concorrer ao cargo de vereador em outubro deste ano deixem a função, sob pena de se tornarem inelegíveis, segundo determina a lei eleitoral. Os candidatos a prefeito e vice-prefeito que ocupem esses mesmos cargos podem deixar a vaga em junho, ou seja, quatro meses antes das eleições.
Apesar de ainda poder se manter no cargo, o pré-candidato do PMDB à prefeitura de Ananindeua, Francisco Melo, o Chicão, deixou ontem a secretaria de Estado de Transporte (Setran). O novo titular da pasta é o engenheiro Eduardo Carneiro, antes adjunto de Chicão, que voltará para a Assembleia Legislativa do Pará (AL).
O suplente de Chicão, Ozório Juvenil, que estava ocupando a cadeira na AL, foi chamado para assumir a Secretaria da Pesca.
Ao entregar o cargo ontem, Chicão fez um balanço dos 15 meses em que esteve à frente da Setran. Anunciou que foram restaurados 33 quilômetros da rodovia Alça Viária e construída a rodovia Perna-Sul, que liga a Região Metropolitana de Belém aos municípios de Acará, Concórdia do Pará, Bujarú e Tomé-Açu.
Segundo o agora ex-secretário, outras rodovias como a PA-279 - de Xinguara a Tucumã e a PA-287 (entre Redenção e Conceição do Araguaia) também serão recuperadas. As rodovias de São João do Araguaia e Palestina do Pará foram concluídas e estão prontas para serem inauguradas pelo governador Simão Jatene.
Apesar da proximidade do fim do prazo para que candidatos a vereador deixem os cargos, não deve haver grandes mudanças na estrutura do governo. Mesmo se levado em conta a disputa às prefeituras, o quadro não sofrerá muitas alterações.
OUTRAS MUDANÇAS
O pré-candidato tucano à prefeitura da capital, o deputado federal Zenaldo Coutinho, por exemplo, deixou o governo no final do ano passado para coordenar a campana contra a divisão do Estado e não retornou.
O ex-secretário de Trabalho e Promoção Social, Junior Hage, que também poderá concorrer no município de Monte Alegre, já deixou o cargo no início deste ano. Segundo informações disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os prefeitos que estão exercendo o primeiro mandato não precisam deixar o cargo para concorrer à reeleição.
Os parlamentares que querem concorrer à prefeitura também não precisam sair do Congresso Nacional e nem das assembleias legislativas e das câmaras municipais. Os profissionais que têm atividades divulgadas na mídia, como atores e jogadores de futebol também não precisam interromper suas atividades para se candidatar a prefeito. (Diário do Pará)
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