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Emater orienta produção de ostra no nordeste

Um projeto pioneiro no Pará de criação de ostra está mudando a realidade de famílias de agricultores de Augusto Correa, nordeste paraense. Através do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no município, 14

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Um projeto pioneiro no Pará de criação de ostra está mudando a realidade de famílias de agricultores de Augusto Correa, nordeste paraense. Através do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) no município, 14 famílias da comunidade Nova Olinda estão sendo incentivadas a diversificar a produção. A ideia é gerar uma nova alternativa de renda, promover a melhoria da qualidade de vida e a organização social das famílias.

As famílias, que vivem basicamente da agricultura de subsistência e pesca, estão aproveitando os recursos naturais existentes na comunidade para a criação do molusco. O rio Lerai Grande, que corta a comunidade, está sendo usado para a criação da ostra nativa, que tem crescimento mais rápido atingindo em oito meses entre 6 a 8 centímetros, ideal para a comercialização. O espaço é propício para a criação por estar localizado em uma região isolada e sem contaminação antropológica (sem resíduo humano).

Segundo o engenheiro de pesca da Emater, Robson Cabral, a empresa desenvolve junto à comunidade, orientações técnicas e de regularização ambiental, como a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que garante ao ostreicultor a comercialização regularizada. “Só nos últimos 18 meses, a produção do molusco aumentou em pelo menos 70%. A produção estimada para este ano deve chegar a 12 mil dúzias”, enfatizou.

Segundo a Emater, a criação do molusco é viável do ponto de vista ambiental, visto que a atividade não polui os rios, além do retorno econômico. A ostra se alimenta de microorganismos da água, o que evita gasto com ração, além da manutenção (limpeza da malha que acondiciona a ostra), ter custo mínimo. “Não existe entressafra para a ostra, o maior gasto é com a compra das sementes. O retorno financeiro chega a 70%”, garante Cabral. A Emater e a Universidade Federal do Pará (UFPA) trabalham em uma pesquisa para desenvolver a semente de ostra pelos próprios agricultores, o que representaria cerca de 30% na diminuição de gastos com a produção e com transporte. (Agência Pará)

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