A tradicional chuva da tarde em Belém passou com toda a força na avenida João Paulo II. Foram cerca de 40 minutos de água, tempo suficiente para alagar algumas ruas e derrubar um front light. Para os motoristas, o trânsito engarrafado e a dúvida de passar ou não nas ruas alagadas, como já é habitual. Para os moradores, o susto de um desabamento em meio à ventania da chuva. Tamilly Ferreira estava em casa quando o temporal começou e saiu correndo para tirar as roupas do varal.
Nessa hora a placa de anúncio instalado no quintal da casa dela caiu. A força do vento descolou a base do chão. “Eu tomei um susto e voltei correndo para dentro, arriou primeiro a placa e depois o muro desabou”, conta. Tamilly, 12 anos, é neta da dona da casa, Maria Célia Ferreira. “Eu alugava por R$ 200 mensais esse espaço, mas o dono disse que qualquer coisa que viesse a acontecer era responsabilidade dele”, relata.
A placa atingiu também a casa de Kátia Melo, na Passagem Cruzeiro próximo à avenida João Paulo II. O equipamento, identificado como da empresa Visuarte e com publicidade dos Supermercados Miranda, rachou as paredes da casa de Kátia. “Só ouvimos o barulho, saímos desesperadas, a casa rachou, o forro cedeu e estamos sem luz”, conta.
O Subtenente Jerry Arrais, do Corpo de Bombeiros, garantiu que a família não poderia ficar na casa enquanto a placa não fosse retirada. “Interditamos a área porque a placa precisa ser retirada, ela ainda corre risco de cair. Estamos aguardando a empresa, dona do outdoor, mandar um guindaste para realizar o processo”, afirmou.
Para acalmar os ânimos dos moradores um representante da rede de supermercados que anuncia no front light, Walter Melo, garantiu que mandariam tirar a placa hoje pela manhã e reparariam todos os danos. “Hoje não dá mais, tentei arranjar um guindaste, mas não consegui. Mas nós vamos tirar isso daí e sanar os problemas de cada uma, sem dúvida”, afirmou. A informação indignou as famílias, que exigiram a retirada imediata da estrutura. Depois de muita discussão, o guindaste foi chamado. Mas até o fechamento desta edição o equipamento continuava escorado na casa de Kátia.
Como se não bastasse derrubar a placa, a chuva também alagou a passagem Elvira. Alguns carros arriscaram e passaram, mas o risco deu um prejuízo grande ao motorista de transporte alternativo, Raimundo Jacques. “Eu acho que cai em algum buraco nesse meio que o carro parou na hora, toda vez essa parte aqui enche é uma sacanagem”, desabafou, enquanto adolescentes faturavam juntando placas de carros, que caíam no alagamento, e vendiam aos próprios donos. (Diário do Pará)
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