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Preço do açaí chega nas alturas em Belém

Há meses os paraenses não sabem o que é açaí em promoção. Desde início de 2012, altas gradativas no preço do litro do produto fizeram com que o valor chegasse a até 20 reais em alguns pontos de Belém. Foi o que constatou o Departamento Intersindical de Es

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Há meses os paraenses não sabem o que é açaí em promoção. Desde início de 2012, altas gradativas no preço do litro do produto fizeram com que o valor chegasse a até 20 reais em alguns pontos de Belém. Foi o que constatou o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA) em pesquisa realizada em 25 estabelecimentos, envolvendo Feiras Livres, Pontos de Vendas e Supermercados da Região Metropolitana.

De dezembro a março, por exemplo, o litro do açaí “médio” (o mais consumido) passou de R$ 10,28 a 12,25, em média; um aumento de 19,22%, muito superior à inflação do período que foi de 1,50%. Mas pesquisar ainda garante economia. Durante a coleta de preços, o instituto encontrou a oferta do produtor por apenas R$ 8, numa feira livre da capital.

O açaí do tipo grosso, que normalmente já é considerado caro, também teve acréscimo de R$ 2, em média. E o mesmo ocorreu com o açaí do tipo papa, encontrado apenas nas feiras livres da RMB, que é hoje comercializado a R$ 17,60 o litro com uma elevação de preço de 3,56% em relação a fevereiro de 2012. A variação do produto é de R$ 16,00 a R$ 20,00.

Segundo análise do Dieese, a tendência ainda é de alta, podendo alcançar até maio recorde histórico em termos de reajustes no preço do produto. Pesquisas efetuadas nas duas primeiras semanas deste mês mostram esta tendência, já que em alguns estabelecimentos o preço do litro do açaí tipo papa já atingiu a marca de R$ 25,00.

IMPORTÂNCIA
O açaí é atualmente o principal produto agrícola de exportação do Estado e se consolidou com um símbolo econômico e cultural da região. A produção em caroço atinge aproximadamente 600 mil toneladas ao ano e é a maior do país (mais de 90% de todo o Açaí produzido nacionalmente sai do Pará). Somente na cadeia produtiva, direta ou indiretamente, são gerados mais de 100 mil empregos.

De dezembro a maio, contudo, período denominado de entressafra, a chuva derruba o açaí maduro e faz com que a produção diminua. Assim, fica difícil para o produtor vir a Belém vender uma quantidade pequena, então ele opta por vender aos denominados “atravessadores”, que aumentam o valor do produto, cuja demanda é maior que a oferta.

“A falta de uma política mais ampla que abranja a produção e a comercialização deste produto no Estado tem feito com que ao longo dos anos, mesmo com uma produção gigantesca, o paraense venha enfrentado imensa dificuldade na sua aquisição devida ao fator preço, como está acontecendo novamente neste período”, afirma Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA. (Diário do Pará)

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