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Mutirão garantiu a realização de 40 exames de DNA

Ter o nome do pai na certidão de nascimento é o sonho de muitas crianças e jovens no Brasil. Seja por uma questão de laços familiares ou para conseguir alguns direitos, milhares de pessoas buscam todos os meses o reconhecimento da paternidade. Um levanta

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Ter o nome do pai na certidão de nascimento é o sonho de muitas crianças e jovens no Brasil. Seja por uma questão de laços familiares ou para conseguir alguns direitos, milhares de pessoas buscam todos os meses o reconhecimento da paternidade.

Um levantamento feito em 2009 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que, no Pará, existem cerca de 400 mil crianças sem registro de paternidade. Buscando reduzir esses índices, a Casa de Justiça e Cidadania do Pará realiza atendimentos para reconhecimento voluntário de paternidade.

A campanha “Pai Presente” estimula o processo de reconhecimento de maneira espontânea, sem necessidade de ingressar com ação judicial. Em casos em que não há o reconhecimento, exames de DNA podem ser feitos de maneira gratuita para fazer a comprovação. Ontem, aconteceu um mutirão no Fórum Distrital de Icoaraci para a realização de 40 exames de DNA, de ações judiciais que já estão em curso. Os resultados saem em um prazo de 60 dias.

A manicure Rosana Braga foi uma das convocadas para que sua filha, de 13 anos de idade, pudesse fazer o exame. Após dois anos aguardando o resultado de um processo judicial, ela viu no mutirão a oportunidade de conseguir a comprovação da paternidade. “Desde que minha filha nasceu que eu tento o reconhecimento, mas o pai dela disse que não poderia, que ela não era filha dele. Tentei acordo e nada. Sempre fui mãe e pai dela a vida inteira, essa relação faz falta. Acho difícil que eles tenham uma boa relação, mas ela vai conseguir os direitos dela como filha”, contou.

Segundo a juíza Antonieta Mileo, coordenadora da Casa de Justiça e Cidadania, os casos de reconhecimento de paternidade têm acontecido de maneira voluntária com freqüência. “Estamos diminuindo os números de não reconhecimento por conta da campanha, que é uma maneira bem mais rápida e eficiente. Temos na Casa de Justiça um centro de pacificação, com uma equipe composta por vários profissionais para fazer o atendimento. Em cerca de 80% dos atendimentos são feitos acordos”, disse. (Diário do Pará)

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