Nos últimos seis anos o Brasil ganhou mais habitantes acima do peso. Em 2006, 42,7% dos brasileiros estavam acima do peso e 11,4% eram obesos. Em 2011, chegamos a 48,5% de pessoas com sobrepeso e 15,8% de obesos. A capital paraense acompanha as taxas altas. Em Belém são 46% acima do peso e 13% obesos. Doença hereditária, a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde atuais.
Os dados são da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), divulgado no último dia 10 pelo Ministério da Saúde. Em 2006, 17,1% dos homens paraenses estavam obesos e em 2011, este número diminuiu para 14,9%. Entre as mulheres, o número cresceu 8,9% para 11,6%, em 2011. Sobre o excesso de peso, os homens passaram de 47,8% para 50,3%, em 2011. No público feminino o número foi de 30,9% para 41,2% em seis anos.
De acordo com o endocrinologista Francisco Pedrosa, a obesidade pode ser desenvolvida a partir de quatro fatores. “Questões hormonais são responsáveis por apenas 1% dos casos e na verdade provoca inchaço. Os principais motivos são o erro alimentar, o sedentarismo, fatores emocionais e as condições socioeconômicas, pessoas com mais dinheiro come mais”, explica. Ainda assim, a maioria das pessoas engorda por conta de uma alimentação nada saudável ou de problemas emocionais. “A obesidade é um problema genético e geralmente se desenvolve a partir dos 25 anos, mas alguns fatores aceleram isso”, completa.
Para evitar o sobrepeso nada melhor que se prevenir. Para a nutricionista Vanessa Lourenço, uma alimentação saudável garante uma boa prevenção. “A comida tem que ser colorida e o cardápio variado para evitar a monotonia alimentar, fazer de cinco a seis refeições por dia também é regra”, conta.
Mas ela garante: é necessário diagnosticar o real motivo dos quilos a mais. “Como a doença envolve um conjunto de fatores, o paciente precisa fazer uma investigação para descobrir qual o tratamento”, diz. Sabendo o que fez o paciente engordar, o tratamento é multiprofissional. “É importante ser acompanhado por um nutricionista, um endocrinologista e um psicólogo, se for o caso até de um cirurgião”, completa.
O importante é cuidar para sair do sobrepeso. Os mais gordinhos estão sujeitos a desenvolver outros problemas. Os mais comuns são dislipidemia, a diabetes, a hipertensão, problemas articulares e distúrbios no sono.
Dança e esteira são aliados da boa forma
A médica Leda Barros está acima do peso e para perder usa a esteira e a dança a seu favor. “Comecei a levar a sério a academia desde outubro, mas estou matriculada há uns 10 anos, agora faço aula de dança para ajudar”, conta. Ela garante que sua alimentação é saudável e que engorda por questões hormonais. “Minhas refeições são saudáveis, mas não consigo comer nos horários corretos, ainda assim estou tentando perder peso”, explica.
Para a artesã Jacilene de Oliveira perder peso é cada vez mais difícil. “Eu sou viciada em refrigerante, entrei na academia há um ano, mas confesso que não perdi muito peso”, revela. O sobrepeso já estava causando a Jacilene um desconforto. “Tinha uma dor no braço, o médico me aconselhou a começar uma atividade física e eu realmente me sinto melhor, tive que cuidar da minha alimentação também”, garante.
O guarda municipal Michel Rangel está lutando para emagrecer. “Estou regulando minha alimentação, comia muita massa. Engordei e meus triglicerídeos estavam altos, me matriculei na academia para perder uns quilinhos”, diz.
Mas ainda há aqueles que preferem manter o peso a mais. O produtor Paulo Afonso Martins engordou um pouco, mas diz que só começou a se exercitar para cuidar da diabetes que herdou de família. “Para ser sincero, eu me prefiro gordinho”, confessa. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar