Desde as 9h desta segunda-feira (16), farmacêuticos de Belém se concentram na esquina da avenida Visconde Souza Franco (Doca), com a rua Domingos Marreiros, para realizar um ato público, visando chamar a atenção para problemas enfrentados pela categoria. Centenas de profissionais iniciaram hoje uma paralisação, como forma de exigir que seja formalizada uma Convenção Coletiva de Trabalho com o setor empresarial.
Os farmacêuticos reivindicam o estabelecimento de piso salarial de R$ 2,4 mil e o fim da jornada de folga quinzenal. As lideranças afirmam que as farmácias sobrecarregam funcionário com jornadas de 44h semanais e pagam salário médio de R$ 1,5 mil.
De acordo com César Gomes, presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Pará, o local da manifestação foi escolhido por concentrar a representação das maiores redes de farmácias de atuação no Pará. “O nosso protesto será ordeiro e o objetivo é tentar iniciar as negociações sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, que estamos tentando estabelecer desde 2006”, declarou.
Ainda segundo o presidente do sindicato, a patronal foi notificada do ato público. “Estamos aguardando representantes das empresas para dialogar, mas a paralisação será mantida até que haja um acordo”, disse Gomes.
A previsão do sindicato é que a manifestação se estenda até às 11h. Amanhã, a partir das 9h, os farmacêuticos farão um novo ato de protesto, desta vez em frente à Federação do Comércio, onde situa-se a sede do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmaceuticos do Estado do Pará (Sincofarma), na avenida Assis de Vasconcelos.
As grandes redes de farmácias de Belém empregam cerca de dois mil farmacêuticos, tendo em vista a determinação da lei federal 5991, de 17 de dezembro de 1973, que fundamenta a obrigatoriedade de todo estabelecimento que comercializa medicamentos possuir um profissional farmacêutico durante o horário de funcionamento. (DOL, com informações do Diário do Pará).
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar