As obras de reestruturação nos retornos da rodovia BR-316 começaram hoje (16) atentendo ao cronograma da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O objetivo é evitar acidentes e ganhar maior fluidez ao longo da rodovia, já que um estudo feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) e PRF identificou 18 retornos, entre oficiais e clandestinos, no quilômetro 0 ao 13 da rodovia. Alguns inclusive foram feitos pela própria população.
No começo, sete retornos serão fechados com destaques para três, onde foi registrado o maior número de acidentes: o retorno próximo a entrada do bairro Águas Lindas, próximo a rua Dois de Junho e perto do clube AABB, todos em Ananindeua. Outros retornos funcionarão apenas em um único sentido ou ganharão aumento na "faixa de aceleração/desaceleração".
Durante o período de obras, a PRF aconselha redobrar a atenção. "As obras vão demandar máquinas na pista, homens trabalhando e o trânsito deve ficar mais complicado. Então pedimos ao condutor que aumente a prudência", disse o inpetor Ferreira, chefe substituto de comunicação da PRF.
Logo após o término das obras, o motorista deve ficar atento quanto ao cumprimento das regras de trânsito. A PRF intensificará a fiscalização nesses pontos de reestruturação.
MPF
Em março deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar o DNIT a tomar providências urgentes para diminuir o número de acidentes na BR-316, na Região Metropolitana de Belém. De acordo com a PRF, em 2011 foram 23 mortes e 1697 acidentes nos dez primeiros quilômetros da rodovia. A estrada é campeã de acidentes no país desde 2009.
O DNIT também precisará tomar outras medidas na rodovia para diminuir os acidentes. Veja quais são:
1 - Construir passarelas para substituir as faixas de pedestres, nos locais indicados através de estudos técnicos e com base nas informações levantadas pela PRF;
2 - Realizar a sinalização vertical, hoje inexistente, de forma efetiva, e a manutenção da sinalização horizontal;
3 - Adotar medidas necessárias à reestruturação da rodovia no trecho que possui estreitamento da via no sentido crescente e decrescente, sendo reduzida de quatro para três faixas e depois para duas faixas, voltando a ficar com três faixas nos quilômetros seguintes, no trecho compreendido entre o km 04 ao km 07, de modo que a rodovia tenha o número de faixas uniforme ou pelo menos que o DNIT sinalize adequadamente a mudança no número de faixas para que o condutor não seja surpreendido com a redução de faixa até que a reestruturação possa ser realizada;
4 - Fiscalizar efetivamente a instalação e a implantação de qualquer obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, sem prévia permissão do órgão de trânsito com circunscrição sobre a via, aplicando penalidades e multas, conforme determina Código de Trânsito Brasileiro;
5 – Atualizar o projeto da rodovia para incluir as necessidades das novas características da rodovia.
(DOL, com informações da Rádio Clube e MPF)
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