O Dia Internacional da hemofilia,comemorado nesta terça-feira (17), contará com uma programação especial da Fundação Hemopa,com o objetivo de divulgar informações sobre a doença, tratamento e forma de vida saudável que todo portador pode ter se seguir todas as orientações médicas.
O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial da patologia, e no Pará, dos 32.199 pacientes hematológicos cadastrados na Fundação Hemopa, 620 são pessoas com hemofilia que recebem tratamento especializado por uma equipe multidisciplinar.
A programação do Hemopa inclui ciclo de palestras e ações recreativas voltada a pacientes e familiares,
credenciamento e distribuição de materiais educativos, além de programação recreativa, com grupo de teatro de bonecos do laboratório Beneficente de Belém, sorteio de brindes, além de lanche especial aos participantes.
Doença – A hemofilia é um distúrbio hereditário que se origina de um defeito da coagulação sanguínea, provocando sangramento. O corpo depois de uma lesão depende da coagulação do sangue para parar o sangramento. A coagulação normal previne as equimoses (manchas roxas) e o sangramento dentro dos músculos e articulações, que poderiam ser o resultado de pequenas lesões em consequência das atividades da vida diária.
Isso depende de elementos do sangue que são chamados fatores de coagulação. Se um desses fatores não estiver presente em quantidade suficiente, pode acontecer um sangramento excessivo. Uma pessoa com hemofilia tem menor quantidade ou ausência de alguns fatores da coagulação.
A doença tem dois tipos mais comuns: o A, conhecido como clássico, devido à deficiência Fator VIII (FVIII), e a Hemofilia B, conhecida como Fator Christmas, que ocorre em função de uma deficiência do Fator IX (FIX). A doença afeta quase exclusivamente os homens e atinge todas as populações. É transmitida por mulheres que normalmente não têm problemas de sangramento.
Os primeiros sintomas hemorrágicos da hemofilia podem ser percebidos desde a infância. Um pequeno traumatismo pode desencadear dor intensa, hematomas, episódios hemorrágicos nos músculos e articulações. Segundo a hematologista e pediatra do Hemopa Saide Maria Sarmento, até mesmo no teste do pezinho é possível identificar a doença.
“No teste do pezinho, muitas vezes o sangramento não para. Isso é um sinal. Os pais também podem observar nos primeiros meses de vida, quando a criança começa a tentar a andar e a cair, e daí se formam hematomas, aumento das articulações. É hora de procurar um especialista”, orienta. O tratamento para hemofilia é oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde e envolve transfusões de plasma para a reposição do fator da coagulação deficiente.
(Agência Pará)
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