Os deputados federal José Priante (PMDB) e estadual Alfredo Costa (PT) garantiram, ontem à noite, que darão prosseguimento às obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, da sigla em inglês) caso venham a se eleger. Os dois candidatos à prefeitura de Belém foram os entrevistados do programa Argumento, da RBATV, apresentado pelo jornalista Mauro Bonna.
Primeiro a ser entrevistado, Alfredo Costa afirmou que “agora o BRT vai”. Ele informou que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar ainda esta semana o PAC da Mobilidade Urbana, no qual Belém foi incluída na última hora, depois do desentendimento entre o prefeito Duciomar Costa e o governador Simão Jatene por causa do projeto. O acordo só foi fechado, segundo ele, graças à intervenção do governo federal. “A briga do prefeito e do governador foi resolvida com o apoio do PT e o BRT agora está mais completo”, disse Alfredo Costa.
Já José Priante disse que “todas as obras inacabadas têm que ser terminadas. Trata-se de recurso público, não podemos deixar as obras se deteriorarem”. Mas, segundo ele, “o descompasso entre a prefeitura de Belém e o governo do Estado traz um prejuízo enorme” para a cidade e que “é preciso um entendimento para que essa obra saia”. Ele disse que há uma “desordem completa não só no trânsito. Falta planejamento, alguém tem que comandar a cidade”.
APOIO
Os dois candidatos falaram ainda sobre saúde e o apoio dos governos federal e estadual. Priante disse que os problemas da cidade se agravaram nos últimos anos e Belém “encolheu” do ponto de vista dos investimentos quando se compara com capitais vizinhas, como Manaus.
Segundo Priante, ao contrário de partidos que “são contra tudo e contra todos”, o PMDB “é o único que une”. O PMDB, que tem 46 anos, segundo o deputado, é o mais longevo do país por ter sido forjado na luta pela redemocratização e sempre se pautar pelo diálogo, destacando o fato de o partido fazer parte da base aliada tanto do governo do Estado quanto do governo federal.
ALIANÇA
Alfredo Costa destacou a aliança com a presidente Dilma. Ele disse que, junto com Dilma e o ministro (da Saúde) Alexandre Padilha, será possível solucionar o problema de saúde, “talvez o principal da cidade”. Ele disse que “falta competência para fazer os grandes projetos junto com a Dilma” e que só com o apoio do governo federal é possível resolver os problemas da cidade. Ele disse que tem uma “esperança muito grande” de ser prefeito de Belém e que contará com o apoio do ex-presidente Lula para isso. (Diário do Pará)
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