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MPE busca solução para finais de linhas de ônibus

O promotor de justiça Benedito Wilson Sá realizou ontem (16), no Ministério Público do Estado (MPE), reunião com representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel), Companhia de Transportes de Belém (CTBel) e do S

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O promotor de justiça Benedito Wilson Sá realizou ontem (16), no Ministério Público do Estado (MPE), reunião com representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel), Companhia de Transportes de Belém (CTBel) e do Sindicato de Rodoviários de Belém para discutir o caos urbano do trânsito da cidade e a localização dos finais de linhas.

Na avaliação do promotor, as vias públicas não são os locais adequados para a instalação do fim de linha, já que impedem a mobilidade urbana. “É preciso buscar uma solução para atender à demanda social. Esta primeira reunião serviu para coletar dados e, num futuro próximo, vamos buscar a melhor forma de solucionar este problema”, afirmou.

Participaram das discussões o presidente da Setransbel, Paulo Fernandes Gomes, o diretor de transportes da CTBEL, Paulo Serra, e o presidente do Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Altair de Lima Brandão, além de seus respectivos advogados e representantes jurídicos.

PROBLEMAS

Altair Brandão disse que o sindicato não é informado da abertura dos finais de linha, quando fica sabendo vai vistoriar e encontra, muitas vezes, locais sem a menor condição de trabalho. Sobre esta situação, o sindicato solicitou que seja previamente comunicado dos locais de final de linha para que possam verificar se a estrutura está adequada às suas necessidades.

Outra reclamação do Sindicato dos Rodoviários foi a ausência de um local que ofereça conforto térmico, água potável, local para refeições e instalações sanitárias adequadas e separadas para homens e mulheres.

A CTBel, por meio da procuradora jurídica Maria Cristina Jambo, esclareceu que as ordens de serviço são expedidas conforme a demanda e que os lugares escolhidos para abrigar os finais de linha são inspecionados para saber se existem condições para instalação.

A procuradora jurídica solicitou à Setransbel a solução do problema referente ao final de linha Castanheira-Pátio Belém em um prazo de trinta dias. Já o promotor Benedito Wilson pediu que a CTBel envie listagem com o número de linhas de ônibus que circulam em Belém e os finais de linha existentes. De acordo com Paulo Gomes “existem dificuldades principalmente nas linhas periféricas. As comunidades crescem e os finais de linha são deslocados”. Também foi pedida a participação do Ministério Público do Trabalho na próxima reunião.

HISTÓRICO

A polêmica teve inicio no dia 2 deste mês. Moradores da rua Alacid Nunes entraram em conflito com rodoviários das empresas que operam a linha Castanheira-Pátio Belém, os chamados “fresquinhos”, pelo fato de a via ter se tornado o final de linha e ter o espaço tomado por 35 micro-ônibus. No local a população fixou barras de ferro para impedir a passagem dos veículos.

A origem dos problemas que afetou os conjuntos residenciais está sendo administrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que deve eliminar o ponto de estacionamento da frota de veículos localizado no portão do shopping Castanheira. As pessoas reclamam que tiveram suas garagens obstruídas, impossibilidade de passar pela via e danos em carros particulares durante manobras dos ônibus. (As informações são da ascom MPE)

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