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Catadores de Santarém Novo são oficializados

Ontem (16), em reunião no escritório regional de Santarém Novo, município do nordeste paraense, 298 famílias catadoras de caranguejo da comunidade Santo Antônio de Trombetas foram oficializadas como “extrativistas” da reserva Chocoaré-Mato Grosso, criada

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Ontem (16), em reunião no escritório regional de Santarém Novo, município do nordeste paraense, 298 famílias catadoras de caranguejo da comunidade Santo Antônio de Trombetas foram oficializadas como “extrativistas” da reserva Chocoaré-Mato Grosso, criada em 2002. O processo de cadastro e qualificação de cada agricultor familiar desse grupo – com pesquisa socioeconômica, georreferenciamento das propriedades e confirmação de perfil produtor – foi iniciado em novembro do ano passado, com a participação do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e deliberação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

A partir do estatus legitimado de “extrativistas” ante o poder público, as famílias passam a ter benefícios específicos, como ampliação das linhas de crédito rural pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e apoio à habitação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As famílias agora indicadas vivem, além do extrativismo de caranguejo, da pesca artesanal e de roças de mandioca.

A reserva do Chocoaré–Mato Grosso está localizada no entorno do rio Maracanã, representando uma área considerável de manguezal e reunindo, em quase três mil hectares, mais de 2.500 ribeirinhos, de 17 comunidades. Mais de 50% deles já foram reconhecidos como “extrativistas”. De acordo com a socióloga Ângela Ruth Sulaiman, chefe do escritório local da Emater, com essa condição os agricultores podem ser contemplados com Pronafs de até R$ 20 mil, principalmente para projetos de beneficiamento de mandioca. “Nossa assistência continuada é justamente no sentido de profissionalização, geração de renda, educação ambiental e diversificação das atividades”, explica. (Agência Pará)

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