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Comunidade do Bengui volta a interditar pista

Sair de casa e encontrar apenas lama. É essa a realidade que muitos moradores da passagem José Custódio de Almeida, suas transversais e paralelas, no bairro do Benguí, enfrentam todos os dias. Há trechos em que é quase impossível transitar a pé, a rua fic

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Sair de casa e encontrar apenas lama. É essa a realidade que muitos moradores da passagem José Custódio de Almeida, suas transversais e paralelas, no bairro do Benguí, enfrentam todos os dias. Há trechos em que é quase impossível transitar a pé, a rua fica toda alagada. “A situação é caótica, é só lama. Não temos drenagem, nem pavimentação”, denuncia Rosa Ibiapina, moradora do local há 13 anos.

Inconformados com a situação, os moradores interditaram, terça-feira (16 pela manhã, uma pista da avenida Augusto Montenegro (sentido Icoaraci-Entroncamento) e a rua da Yamada, em sinal de protesto. Pneus e caixotes foram incendiados para fechar a via, o que ocasionou lentidão no trânsito em um longo trecho.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o fogo e policiais da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) deram apoio para a liberação da via. Após cerca de 1h30 de protesto, os manifestantes saíram da avenida de forma pacífica e deram início a uma caminhada pelas ruas do local para mostrar a situação que enfrentam diariamente.

Para quem mora por ali não faltam reclamações da falta de saneamento. Pessoas como a dona de casa Miriam de Souza, que mora há 30 anos na passagem José Custódio. “Sempre foi assim, cheio de lama. Em todos esses anos que moro aqui nunca foi colocado asfalto”.

Situação pior enfrenta Rosalina Oliveira, que vê sua casa invadida pela água sempre que a lama fica muito acumulada. Para sair de casa é preciso um verdadeiro malabarismo para pisar em pedaços de madeira até alcançar um local sem lama. “Quando passa algum carro, a lama vai bater lá no pátio da minha casa. E a situação piora quando chove”, diz.

PROTESTOS
Segundo os moradores, a reivindicação por drenagem e pavimentação é antiga. No mês passado e no início desse mês, outros protestos já haviam sido realizados para reclamar da situação. “A Sesan (Secretaria Municipal de Saneamento) só coloca aterro aqui. Se fosse somar o dinheiro de tanto aterro que já colocaram já tinham feito o serviço”, diz Rosa.

No dia 12 deste mês, uma comissão formada por moradores protocolou no Ministério Público uma denúncia sobre a falta de drenagem e pavimentação, e pedindo transparência no controle das ações da Sesan. (Diário do Pará)

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