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Pouca chuva é suficiente para causar alagamentos

As chuvas estão dando uma trégua, não duram mais a tarde inteira. Mas ainda que elas durem pouco tempo, como a de terça-feira (17), que caiu por menos de uma hora, são capazes de alagar as mesmas ruas de sempre e causar transtornos por toda Belém. Ruas co

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As chuvas estão dando uma trégua, não duram mais a tarde inteira. Mas ainda que elas durem pouco tempo, como a de terça-feira (17), que caiu por menos de uma hora, são capazes de alagar as mesmas ruas de sempre e causar transtornos por toda Belém. Ruas como a dos Mundurucus, avenidas Conselheiro Furtado, João Paulo II e travessa Timbó, dependendo do trecho, permanecem alagadas com tanta água. Quando não há outra alternativa, o jeito é meter o pé nas águas sujas, que cobrem as ruas, ou passar de carro com o tradicional medo de não conseguir sair do aguaceiro com o veículo intacto.

Uma das situações complicadas pode ser vista no bairro do Marco, nas proximidades da travessa Angustura com as passagens José Leal Martins e São Sebastião. O canal que fica na rua transborda toda vez que chove. A vendedora Marta Moraes, que mora na área alagada, teve que gastar dinheiro para garantir que a água não entrasse em casa.

“A gente aterrou a frente da casa e subiu o nível um pouco, mas, mesmo que não alague a minha casa, a gente não consegue sair de casa. Tem dia que a gente está ilhado, não tem rua para sair daqui”, conta.

A chuva também alagou a passagem Elvira, na avenida João Paulo II. Alguns carros ainda arriscam a passagem, mas o risco costuma dar prejuízo a alguns motoristas, segundo Thiago Lopes, morador do trecho há mais de 20 anos. “Isso não era assim, mas de uns tempos para cá, com tanto carro pesado passando pela rua, toda vez que chove alaga. Também é comum os carros ficarem no prego por aqui”, conta.

Enquanto alguns carros passavam pelo meio do aguaceiro, alguns adolescentes faziam a festa na “lagoa”, ganhando um dinheiro extra com serviços peculiares nesse período chuvoso. Empurrar carros que deram prego nas enormes poças d’água ou ganhar uma gorjeta devolvendo a placa, que se desprendeu do carro com a força da água são alguns dele. O negócio deu certo, que muitos já estavam com as mãos cheias de moedas. (Diário do Pará)

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