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Alunos chamam atenção para causas indígenas

De corpos pintados e com utensílios indígenas na cabeça e nas mãos, um grupo de estudantes da FAP Estácio fez barulho na avenida Almirante Barroso no final da manhã de terça-feira (17). O objetivo era chamar a atenção de pedestres e motoristas para as cau

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De corpos pintados e com utensílios indígenas na cabeça e nas mãos, um grupo de estudantes da FAP Estácio fez barulho na avenida Almirante Barroso no final da manhã de terça-feira (17). O objetivo era chamar a atenção de pedestres e motoristas para as causas dos povos indígenas e levantar a discussão para temas atuais, como mercado de crédito de carbono e redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD).

“O REDD é um tema muito novo. Em resumo é um certificado emitido à empresas e pessoas com o objetivo de deixá-las em situação legal ambientalmente. Não vemos discussão sobre isso na mídia, precisamos analisar o assunto, colocá-lo em pauta, especialmente, aqui na região amazônica”, defendeu o estudante de Comunicação Ysamy Charchar, que participou da ação.

Enquanto esperava o sinal abrir, o contador Antônio Ferreira observou o grupo. Para ele, é importante aproveitar a energia típica da juventude em prol de causas sócio-ambientais. “Que bom que eles estão empolgados. Falta engajamento nessa juventude. Eles estão mostrando que estão preocupados com os índios e com o meio ambiente. Estão de parabéns”, opinou.

Sob orientação da professora Viviane Menna, coordenadora do curso de Publicidade da faculdade, os estudantes caminharam da praça São Cristóvão até o prédio do Tribunal de Justiça do Estado, onde estenderam a bandeira do Pará e encenaram um ritual com fumaça laranja. Apesar de não entrarem no prédio, os estudantes despertaram a atenção de alguns funcionários que ficaram da sacada, observando a manifestação.

“Escolhemos o Tribunal de Justiça porque ele representa o ícone do Direito. Precisamos regulamentar leis específicas sobre o mercado de crédito do carbono. Precisamos de uma reposta para essa questão”, argumentou a professora.(Diário do Pará)

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